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STJD vê agressão e Petros é suspenso por 180 dias

Ronald Lincoln Jr. - O Estado de S. Paulo

18 Agosto 2014 | 19h 05

Acusado de agredir Raphael Claus na partida contra o Santos, meia do Corinthians deve desfalcar a equipe por seis meses

O meia Petros, do Corinthians, foi punido com 180 dias de suspensão por decisão equilibrada dos auditores no início da noite desta segunda-feira. A 1ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) considerou o jogador culpado de agredir o árbitro Raphael Claus durante o clássico contra o Santos, em partida válida pela 14.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Dos cinco auditores presentes, três consideraram Petros culpado.

A procuradoria do STJD viu o empurrão como proposital e enquadrou Petros no artigo 254, parágrafo 3º do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), referente à agressões durante a partida, especificamente contra os árbitros. A pena mínima prevista era de 180 dias de suspensão.

Rudy Trindade/IFrame
Petros foi condenado a 180 dias de suspensão

No julgamento, o advogado do Corinthians, João Zanforlin, tentou desqualificar a denúncia do artigo 254, que previa pena de no mínimo 180 dias, para tentar enquadrá-lo no 258, que tem punição mais branda.

O meia Petros compareceu ao Tribunal e se defendeu. "Não existe possibilidade de agressão ao árbitro. Se o jogador Alison, do Santos, não me desse um tostão eu não tocaria no árbitro. Daria tempo de fazer a diagonal e chegar à bola. Quando eu levantei a cabeça, o árbitro já estava muito em cima de mim, não consegui desviar", justificou-se.

A procuradoria, contudo, insistiu na tese de agressão ao árbitro. "No meio do caminho ele (Petros) desviou de seu caminho para tocar no árbitro. A pena é dura porque não se pode deixar banalizar uma atitude como essa", disse o sub-procurador geral William Figueiredo.

Os auditores divergiram na interpretação do caso. O relator Felipe Bevilacqua acatou a tese da procuradoria. "Tento sempre preservar os atletas, mas vi a imagem diversas vezes e não consegui me convencer de que não tenha sido uma atitude proposital". O relator Washington Oliveira foi contrário. "Não vislumbrei intenção de agressão. Se fosse um empurrão contra outro jogador seria considerado agressão? Acho que não. Não podemos botar o árbitro no pedestal."

Na ocasião do jogo, Petros empurrou o árbitro Raphael Claus com o cotovelo esquerdo depois que ele atrapalhou uma jogada de Jadson, frustrando um ataque do Corinthians. No momento, Claus considerou que o empurrão tivesse sido apenas um encontrão acidental. Por isso, não puniu o jogador, mas vendo o VT da partida acabou registrando em súmula.