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Suárez preocupa, mas Uruguai está em melhores condições do que em 2010

ANDREW CAWTHORNE - REUTERS

11 Junho 2014 | 19h 19

Desconsiderando a preocupação com a condição física do atacante Luis Suárez para a Copa do Mundo, o Uruguai encontra-se em melhores condições do que na África do Sul há quatro anos, quando conseguiram chegar às semifinais, disseram os jogadores nesta quarta-feira.

“Sinceramente, acho que estamos melhor. Estamos juntos há praticamente oito anos, passamos por muita coisa”, disse o meia Diego Godin aos jornalistas na base do Uruguai, um resort em Sete Lagoas, próximo a Belo Horizonte.

“Estamos prontos, para o bem e para o mal”, acrescentou o meia de 28 anos que joga no Atlético de Madri, um dos cerca de doze jogadores que permaneceram no time desde que o técnico Óscar Tabárez voltou ao comando em 2006.

O Uruguai estragou a festa ao derrotar os anfitriões na famosa final contra o Brasil no Mundial de 1950, e voltou a surpreender na África do Sul ao ficar em quarto lugar.

Mas a preparação dos uruguaios para vir ao Brasil acabou prejudicada pela lesão de Suárez no joelho esquerdo, sofrida ao final de uma ótima temporada do jogador na primeira divisão inglesa pelo Liverpool.

Suárez treinou leve esta semana em Sete Lagoas, sorrindo e brincando com os companheiros, e disse em um vídeo no Twitter que seu joelho está indo “muito bem”.

A atuação do jogador, no entanto, continua em dúvida, pelo menos para o primeiro jogo do Grupo D contra a Costa Rica, partida em que o Uruguai aposta na vitória para seguir no confronto dos adversários mais fortes da Inglaterra e Itália.

“Luis está bem, ele está em uma boa trajetória (de recuperação)”, acrescentou Godin, ele mesmo em recuperação da decepcionante derrota do Atlético de Madri para o Real Madrid na final da Liga dos Campeões.

“Espero que ele esteja bom para o primeiro jogo. Isso (a lesão) aconteceu e ele está fazendo o melhor que pode para estar de volta. Não sei se ele vai estar em campo ou no banco”, disse o jogador uruguaio.

Embora busquem claramente repetir o sucesso obtido na África do Sul, em público os jogadores do Uruguai mantêm o pé no chão, dizendo que toda a atenção está por enquanto concentrada em derrotar a Costa Rica.

Os costarriquenhos são considerados o time mais fraco do Grupo D, mas o Uruguai se classificou para o Mundial com bastante dificuldade, assim como Inglaterra e Itália não demonstraram grandes atuações nos amistosos preparatórios.

“A Costa Rica é o adversário que não tem nada a perder. Temos que estar concentrados para não vacilarmos”, disse o meia Egidio Arévolo, de 32 anos, do mexicano Morelia.

A expectativas para o pequeno país sul-americanos de apenas 3,4 milhões de habitantes aumentaram, no entanto, desde a quarta colocação alcançada em 2010 e da conquista do título da Copa América em 2011.

“Ficamos surpresos na África do Sul. Agora as pessoas esperam mais por causa disso, e por causa da Copa América, e pelo o que todos nós andamos fazendo em nossos clubes”, acrescentou Godin.

“Mas eu não vou dizer que sonhamos com a final, porque agora nós estamos pensando somente na Costa Rica.”