Pascal Rossignol/Reuters
Pascal Rossignol/Reuters

Técnico da seleção do Japão vê o Brasil de Tite como a 'melhor equipe do mundo'

Vahid Halilhodzic treinou a seleção da Argélia na Copa de 2014 que perdeu por 1 a 0 para alemães nas oitavas de final

Andrei Netto, correspondente em Lille (FRA), O Estado de S.Paulo

09 Novembro 2017 | 17h34

Vahid Halilhodzic quase impediu o trágico 7 a 1 para a Alemanha contra o Brasil na semifinal da Copa do Mundo de 2014. Ex-técnico da Argélia, o bósnio naturalizado francês deu um sufoco na equipe de Joachim Löw que massacraria o time de Luiz Felipe Scolari e obrigou o time alemão a ir para a prorrogação nas oitavas de final, em Porto Alegre. Hoje à frente do Japão, Halilhodzic tem uma opinião particular sobre a Alemanha: na sua opinião, ela é pior do que a seleção brasileira.

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A convicção foi revelada por Halilhodzic em Lille, na França, onde nesta sexta-feira comandará o Japão contra o Brasil. "Não viemos só para nos defender", garantiu o treinador, sem menosprezar em nada a equipe de Tite. Depois de estudar o time do técnico brasileiro nos últimos dois anos, o franco-bósnio não hesita em valorizar o rival: "O Brasil é a melhor equipe do mundo na atualidade, candidato número 1 para ser campeão mundial".

Segundo ele, Tite soube implantar uma nova filosofia, que chama de "mudança radical". "É a primeira vez que vejo a seleção brasileira tão aplicada na defesa", explicou, afirmando que a equipe agora defende em bloco, com todos empenhados marcação, e não apenas no ataque.

Conhecedor da nova realidade da equipe brasileira nos últimos 16 meses, desde a chegada da atual comissão técnica, Halilhodzic lembrou dos números do rival desta sexta-feira. "Eles tomaram quatro gols em 15 jogos", admirou-se na entrevista coletiva.

Em entrevista ao jornal francês L'Équipe, o treinador do Japão não foi muito otimista quanto às suas chances de vitória, mas revelou um pouco de sua estratégia frente ao Brasil. "Vamos tentar jogar o jogo com muita coragem e determinação e esperamos causar alguns problemas para eles", brincou. "É um bom teste para ver qual é o nível do Japão atualmente".

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