Daniel Teixeira|Estadão
Daniel Teixeira|Estadão

Técnico do Palmeiras minimiza pressão e quer atuação 'no nível de 2016'

Eduardo Baptista recebe vaias da tocida no Allianz Parque

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

16 Fevereiro 2017 | 22h38

O técnico do Palmeiras, Eduardo Baptista, afirmou nesta quinta-feira que compreende a expectativa da torcida por atuações melhores, apesar de ter obtido vitória por 2 a 0 sobre o São Bernardo, no Allianz Parque. Durante a partida, válida pela terceira rodada do Campeonato Paulista, o treinador foi vaiado por parte dos presentes ao estádio, manifestação que ele garante entender.

"Não acho que seja implicância da torcida. A função minha é fazer a equipe jogar e fazer a torcida vir junto. A cobrança é para ver o time de campeão brasileiro de 2016 jogando. É isso o que eu quero. Sei da minha pressão, do peso. Isso só me motiva a trabalhar", afirmou o treinador. O resultado positivo foi o segundo do Palmeiras em três rodadas. O time bateu o Botafogo na estreia por 1 a 0 e depois, tinha perdido pelo mesmo placar para o Ituano.

Baptista explicou que já esperava enfrentar cobranças da torcida e negou que a vitória sobre o São Bernardo seja suficiente para acalmar o clima. "Eu vou ter que ganhar o próximo jogo de novo (Linense, no domingo). Não é um alívio essa vitória, porque não estou sufocado. Quando vim para o Palmeiras, sabia da pressão que ia enfrentar, que teria dificuldade. Mas estamos trabalhando no caminho certo", disse.

Os dois gols da vitória palmeirense saíram no segundo tempo, depois de uma conversa no vestiário, durante o intervalo, para arrumar uma falha que irritou Baptista. O técnico criticou o excesso de lançamentos longos em direção ao ataque. A escolha equivocada por esse tipo de jogada foi, na opinião dele, fruto da ansiedade do time em querer marcar logo um gol.

O treinador recorreu à comemoração do primeiro gol, marcado por Dudu, para dizer que tem o elenco como aliado. Todos os jogadores foram abraçá-lo. "Além de respeitado, sou querido. Dentro do vestiário, sabemos dividir derrota ou vitória. É uma prova de que todos estão remando para o mesmo lado", comentou.

 

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