Michael Dalder/Reuters
Michael Dalder/Reuters

Thiago Silva vai de vilão a herói e PSG elimina o Chelsea na Liga

Brasileiro se redime de pênalti cometido após marcar gol decisivo

Estadão Conteúdo

11 Março 2015 | 19h25

Foram quase 90 dos 120 minutos atuando com um homem a menos, mas o Paris Saint-Germain conseguiu uma classificação histórica para as quartas de final da Liga dos Campeões nesta quarta-feira. Épica para o clube francês e para Thiago Silva. O brasileiro seria o vilão da eliminação, após cometer pênalti infantil que deu a vantagem ao Chelsea na prorrogação, mas marcou de cabeça o gol que selou o empate por 2 a 2 e a merecida classificação aos parisienses, mesmo atuando em Londres.

Tudo parecia contra o Paris Saint-Germain. Desde a contestada expulsão de Ibrahimovic, logo aos 31 minutos do primeiro tempo, até o pênalti bobo cometido por Thiago Silva, passando pelo primeiro gol do Chelsea marcado já aos 35 minutos do segundo tempo. Mas quis o destino que o zagueiro brasileiro ao lado de David Luiz, autor do gol de empate no tempo normal, fossem os heróis da vaga, que só veio graças aos gols marcados fora de casa - a partida de ida, em Paris, foi 1 a 1.

O jogo desta quarta começou bastante movimentado, mas o Paris Saint-Germain, precisando marcar gols, foi para cima primeiro. Cavani, em duas oportunidades, incomodou a defesa adversária. Mas Hazard também aproveitava os buracos no lado direito da defesa francesa e só falhava no último passe. As duas equipes chegavam com facilidade e velocidade, mas não conseguiam finalizar.

Os dois times mantinham a rapidez no toque de bola, até que aos 31 minutos o PSG sofreu uma importante baixa. O atacante Ibrahimovic dividiu de forma ríspida com o brasileiro Oscar, que ficou caído no gramado. Em meio às reclamações dos jogadores do Chelsea, o árbitro foi extremamente rigoroso e mostrou o cartão vermelho ao sueco.

Mesmo com um a menos, o PSG ainda teve novo bom momento com Cavani, mas logo o Chelsea assumiu o controle das ações e se tornou dono da posse de bola. Só que ainda parecia muito mais preocupado em discutir com os adversários do que em atacar. O clima do jogo, aliás, era bastante tenso, com entradas duras e reclamações de ambos os lados.

Para o segundo tempo, Mourinho colocou Willian na vaga de Oscar, que teve uma atuação bastante discreta. E logo com dois minutos em campo, o meia quase marcou, quando tentou surpreender Sirigu em cobrança de falta pelo lado direito do campo. Os ingleses ficavam com a bola, pressionavam o adversário, mas não criavam grandes chances.

O PSG, por sua vez, apostava nos contra-ataques, e assim teve chance incrível aos 12 minutos. Verratti roubou a bola no meio e passou para Pastore, que deu enfiada perfeita para Cavani. Ele saiu de frente para Courtois, conseguiu o drible e bateu de esquerda. A bola explodiu na trave, para desespero do uruguaio.

A oportunidade empolgou o PSG, que passou a ficar com a bola e dava a impressão de que era ele que atuava em vantagem numérica. Mas o Chelsea precisou de apenas uma ida ao ataque para marcar. Aos 35 minutos, Ramires recebeu ótimo passe de Willian e parou em Sirigu. Na cobrança de escanteio, Cahill aproveitou sobra quase na marca do pênalti e encheu o pé para abrir o placar.

O gol parecia acabar com as chances do Paris Saint-Germain, mas o time francês mostrou valentia, foi à frente e buscou o empate. Aos 37, Lavezzi quase marcou, e aos 40, David Luiz balançou a rede. Ele aproveitou escanteio da direita e cabeceou firme, sem chance para Courtois.

O confronto foi para a prorrogação, e logo aos cinco minutos o Chelsea voltou a ficar à frente com a ajuda de Thiago Silva. Após confusão dentro da área, o zagueiro brasileiro tocou a mão na bola dentro da área. O árbitro marcou pênalti, que Hazard bateu com categoria.

Desta vez, o Chelsea soube controlar melhor a vantagem, tocando bem a bola e envolvendo o adversário. Só que o time inglês seguia sofrendo com a bola parada adversária e Thiago Silva estava disposto a se redimir. Na primeira tentativa, exigiu defesa incrível de Courtois. No lance seguinte, encobriu o goleiro de cabeça e selou o empate heroico para os franceses.

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