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Nilton Fukuda|Estadão

Times brasileiros não terão moleza na Libertadores

Na primeira rodada, foram duas vitórias, duas derrotas e um empate

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O Estado de S.Paulo

18 Fevereiro 2016 | 10h41

A primeira rodada da fase de grupos da Libertadores jogou por terra a impressão inicial de que os times brasileiros se dariam bem diante de oponentes teoricamente mais frágeis. Não foi isso o que se viu com os cinco clubes do País, que amargaram duas derrotas (São Paulo e Grêmio), duas vitórias (Corinthians e Atlétio-MG) e um empate (Palmeiras). Nem mesmo os times que terminaram 2015 com méritos, casos de Corinthians e Grêmio, tiveram facilidades e conseguiram se impor, o que também prova que as equipes do continente não vão se contentar apenas em participar da disputa.

SÃO PAULO

A grande decepção ficou por conta do São Paulo, único brasileiro a jogar em casa. No Pacaembu, empurrado por 27 mil torcedores, o tricolor fez feio e tropeçou diante do The Strongest - 1 a 0. Fazia 34 anos que o time não vencia fora de casa. Edgardo Bauza, que chegou com a fama de 'mister Libertadores' porque ganhou a competição em 2008 e 2014, viu seu grupo martelar os 45 minutos de cada tempo, mas sem encontrar o caminho do gol. Ganso e Michel Bastos, que deveriam organizar o jogo, entraram no desespero e na pressa para marcar. Erraram muito. Kieza ainda teve boa chance de empatar, mas chutou para fora bola livre, tamanha era sua ansiedade no fim da partida. O São Paulo jogou com os pés e não com a cabeça. Mostrou muita vontade, mas sem técnica. Após o tropeço, os jogadores evitaram falar com os jornalistas. Mostraram-se abatidos e sem rumo. Bauza terá de trabalhar muito para reerguer o moral do elenco.

CORINTHIANS

Tite conseguiu o que parecia impossível neste começo de ano: superar a desconfiança do time após a saída dos melhores jogadores. O Corinthians tem 100% de aproveitamento - quatro vitórias no Paulistão e agora uma na Libertadores. Bater o Cobresal por 1 a 0 foi mais difícil do que se esperava, sobretudo pelo acanhado rival, sem tradição alguma no cenário continental. A altitude da cidade de El Salvador, no Deserto do Atacama, nem foi o obstáculo mais duro, como reconheceu Tite. A logística da viagem e a luta do rival mostraram-se uma surpresa. Teve de tudo, até apagão no estádio por 15 minutos, bem ao estilo da Libertadores.

GRÊMIO

A derrota para o Toluca por 2 a 0 pode custar caro para o Grêmio na fase de grupos. O time gaúcho está bem montado e tem um treinador que sabe como motivar seu elenco, mas a chave é a mais dura da competição e o grupo se perdeu em campo. Fazer a lição de casa será fundamental de agora em diante. Ganhar as partidas na Arena Grêmio passa a ser obrigação do time gaúcho. San Lorenza, Grêmio e LDU brigam por duas vagas. Ocorre que o Toluca já tem três pontos e poderá ser o fiel da balança. O Grêmio teve um homem a mais e não soube se impor.

ATLÉTICO-MG

A virada do Atlético-MG para cima do Melgar por 2 a 1 comprovou a força do time mineiro na temporada. E olha que ainda falta a estreia de Robinho, atacante recém-contratado. O Atlético é forte no Independência e arrancou três pontos fora de casa, o que o credencia em sua chave e já lhe dá certa tranquilidade no torneio. O time de Minas carrega a boa fase do ano passado e ainda promete melhorar com a entrada de alguns reforços.

PALMEIRAS

Poderia ter começado com três pontos e abafado crise que ronda o clube por causa do mau futebol e das derrapadas no Estadual. Mas o empate por 2 a 2 com o River Plate, do Uruguai, não foi tão ruim por ter sido fora de casa. Se o Palmeiras conseguir ganhar suas partidas na arena, terá boas chances de passar para a próxima fase. O problema do time é a falta de entrosamento e de organização. O Palmeiras voltou a apostar nos chutões da defesa para o ataque. Há jogadores abaixo da média.  

 

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