Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Tite justifica rodízio após escolher 13º capitão: 'Dividir responsabilidades'

Braçadeira ficará com Marquinhos na partida com o Chile

Almir Leite, Ciro Campos e Leandro Silveira, Estadão Conteúdo

10 Outubro 2017 | 08h06

Há pouco mais de um ano à frente da seleção brasileira, o técnico Tite tem o rodízio de capitães como uma das suas marcas neste período. Ao apontar Marquinhos como capitão da equipe para o último compromisso nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018, no duelo desta terça-feira contra o Chile, em São Paulo, ele permitiu que o zagueiro do Paris Saint-Germain se torne o 13.º jogador a carregar essa honraria sob o seu comando.

A situação é bem diferente da vivenciada em outras seleções ou em clubes, especialmente os do futebol europeu, que inclusive formam a base da equipe de Tite. Mas o treinador tem no seu discurso uma razão clara para esse revezamento: a divisão de responsabilidades. "Se o conjunto não estiver harmonioso, não adianta colocar a responsabilidade para um decidir. Não é o Neymar, daqui a pouco vai aparecer o (Philippe)Coutinho, daqui a pouco vai aparecer Casemiro. Eu já vi muito, quando o jogo é ruim, botarem a culpa no capitão. Mas são 11", afirmou.

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Antes de Marquinhos, o zagueiro Miranda e o lateral-direito Daniel Alves, duas vezes cada um, o zagueiro Thiago Silva, os laterais-esquerdo Marcelo e Filipe Luís, os volantes Fernandinho, Paulinho e Casemiro, os meias Renato Augusto e Philippe Coutinho e o atacante Neymar, além de Robinho, no amistoso contra a Colômbia que só contou com jogadores em atividade no futebol nacional, também utilizaram a braçadeira de capitão da seleção. E Tite revelou o que enxergou em algum deles para a entrega dessa responsabilidade.

"Casemiro, capacidade de competir em altíssimo nível e leal. Marcelo, qualidade técnica, um jogador com estofo de dez anos de Real Madrid. Miranda, nível de concentração alto, competitivo, sério, com ele não tem sorriso. Renato, capacidade de entender o jogo na sua dimensão geral, com quem você pode até trocar uma ideia tática, juntamente com o Dani. Thiago, jogador onde a percepção tática sobra. Coutinho, talento, mágico, como falam. Neymar, diferente, liderança técnica extraordinária", comentou.

Marquinhos tem apenas 23 anos, mas já está em sua 36.ª convocação para a seleção brasileira, tendo entrado em campo em 22 oportunidades. O longo currículo para um jovem, com quem, inclusive, trabalhou no Corinthians, levou o treinador a entregar a braçadeira a ele para um jogo que carrega o simbolismo de ser o último do Brasil na vitoriosa campanha das Eliminatórias Sul-Americanas.

"Tem uma ideia por trás da mudança de capitão. Cada atleta tem uma virtude. Ele foi campeão da Libertadores (pelo Corinthians) com a camisa 10, lançado conosco. Ele tem um nível de concentração muito alto, um foco enorme. O aprendizado que eu trouxe de outras seleções, por exemplo, o marco histórico de 1970, em termos de organização tática era Carlos Alberto e Gerson, com outros em manifestação pública", disse.

Capitão do Brasil no duelo desta terça-feira contra o Chile, Marquinhos apontou o estilo que vai adotar para liderar a equipe no jogo marcado para o estádio Allianz Parque, em São Paulo, e avisou que não dará broncas nos companheiros.

"Cada pessoa tem sua característica, o professor vem dizendo que cada um tem sua forma de liderar, uns dentro do campo, outros falando fora de campo. Em jogadores assim não é preciso dar puxão de orelha, são de alto nível. Eu vou procurar ajudar a minha seleção da melhor forma, buscando sempre a tranquilidade e a serenidade", comentou.

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