Reprodução SporTV
Reprodução SporTV

Torcedor pede perdão a Aranha, mas goleiro mantém crítica a gremistas

Jogador da Ponte Preta foi muito vaiado na partida de domingo pela 14.ª rodada do Campeonato Brasileiro

O Estado de S.Paulo

17 Julho 2017 | 09h59

Muito vaiado pela torcida do Grêmio na derrota por 3 a 1, domingo, pela 14.ª rodada do Campeonato Brasileiro, em Porto Alegre, o goleiro Aranha, da Ponte Preta, recebeu uma mensagem de apoio em meio às provocações. Pai e filho exibiram nas arquibancadas da Arena do Grêmio um cartaz com os dizeres: "Aranha, o tempo passa, mas a dor não! Novamente, perdão por tudo! Somos a verdadeira torcida do Grêmio".

Em agosto de 2014, quando defendia o Santos em partida válida pelas oitavas de final da Copa do Brasil, Aranha foi chamado de “macaco” e “preto fedido” por parte da torcida gaúcha. O clube gaúcho acabou excluído do torneio pelo STJD por causa do comportamento de seus torcedores.

No domingo, em entrevista ao canal SporTV, o goleiro  agradeceu ao apoio da dupla de torcedores gremistas, mas manteve o tom crítico à maioria dos presentes na Arena. "É uma bela intenção. Quem escreveu o cartaz, de cara você já vê que é uma pessoa diferente das outras que assistem ao jogo aqui. Infelizmente, o cartaz não reproduz a verdade. A maioria estava me vaiando, pegando no meu pé, e todo sabe o motivo. Por isso, a maioria das entrevistas que eu dei aqui não foram falando sobre o jogo. Fico feliz de ver as atitudes, porque é assim que começa. Tem que semear coisas boas" disse Aranha.

Aranha, inclusive, reclamou do tratamento que recebeu da torcida. "Quando eu volto aqui, procuro não olhar para a arquibancada. Cada vez que eu olho, vejo ódio na cara das pessoas. Eles têm a certeza de que eu estou errado. É triste em um clube do tamanho do Grêmio, ainda há pessoas que vêm aqui atrapalhar, deixar feio o espetáculo", disse.

Domingo não foi a primeira vez que Aranha foi hostilizado pela torcida do grêmio em Porto Alegre. Em setembro de 2014, no primeiro jogo de Aranha na Arena do Grêmio após ter sido chamado de “macaco”, o goleiro já havia sido xingado de "veado" e "filho da p...".

Encontrou algum erro? Entre em contato

0 Comentários

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.