1. Usuário
Assine o Estadão
assine
Copa 2014

Treinadores defendem base e êxodo de jogadores menor

Robson Morelli - Enviado especial a Teresópolis - O Estado de S. Paulo

10 Julho 2014 | 05h 00

Luxemburgo e Zico condenam pressão nos jogadores e mostram o caminho para tirar o futebol brasileiro do poço

O futuro do futebol brasileiro está no divã, assim como os jogadores da seleção estiveram até antes de o time dar adeus à possibilidade de ficar com o título da Copa. Alguns treinadores gostariam de ser ouvidos. Eles trazem ideias e defendem a necessidade de uma reformulação urgente. 

Vanderlei Luxemburgo entende que o caminho é por baixo, com investimento nas bases, de modo a formar novamente jogadores capazes de resgatar o estilo de jogo do futebol brasileiro. Ele é contrário à debandada de garotos com idades cada vez menores para times da Europa, como ocorreu com boa parte dos jogadores da seleção brasileira. Sabe que é difícil segurar os talentos por causa da questão financeira, mas imagina que os clubes do País possam reverter essa condição de sempre "passar o pires" e se tornem associações fortes economicamente, capazes de dar ao atleta brasileiro o que ele busca lá fora. 

"Precisamos também parar de importar estilos de jogos. Temos de resgatar o futebol brasileiro, com sua ginga e inteligência. É preciso trabalhar a tática e entender a movimentação dos adversários em campo, mas sem mudar nossas características. Essa coisa de defender o futebol de força não dá mais."

Alex Silva/Estadão
Treinadores pregam mudanças profundas no futebol brasileiro

Da mesma forma, Zico também pede mudanças. O treinador alerta para o fato do empobrecimento do futebol brasileiro desde muito tempo, mas mostrado ao mundo primeiro na derrota de 8 a 0 do Santos para o Barcelona no amistoso que marcou a estreia de Neymar na equipe espanhola. 

"É hora de começar do zero, de calçar as sandálias da humildade. Já tínhamos levado aquela chinelada do Barcelona no Mundial da Fifa, contra o Santos, mas a sapatada diante dos alemães, numa Copa do Mundo, doeu mais. Quando o Santos perdeu aquela decisão, lembro que pelo menos o Neymar disse que tínhamos tomado uma aula de futebol. Agora, só ouvi dizerem que foi uma pane de seis minutos, que perder de um ou de sete é a mesma coisa, mas não dá para aceitar", criticou Zico. 

Zico condena ainda a pressão que jogaram nas costas dos jogadores, fazendo com que eles sentissem o golpe. "Não podia ser assim. Só a seleção brasileira não curtiu a Copa."

Copa 2014

Você já leu 5 textos neste mês

Continue Lendo

Cadastre-se agora ou faça seu login

É rápido e grátis

Faça o login se você já é cadastro ou assinante

Ou faça o login com o gmail

Login com Google

Sou assinante - Acesso

Para assinar, utilize o seu login e senha de assinante

Já sou cadastrado

Para acessar, utilize o seu login e senha

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão

Quero criar meu login

Acesso fácil e rápido

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha

Esqueci minha senha

Acesso fácil e rápido

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo

Cadastro realizado

Obrigado, você optou por aproveitar todo o nosso conteúdo

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail. Clique no link fornecido e crie sua senha

Importante!

Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail esta ativado

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo