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Vasco e Atlético-PR são punidos com perda de mandos por briga em Joinville

Reuters

13 Dezembro 2013 | 17h 05

Vasco e Atlético Paranaense foram condenados por unanimidade nesta sexta-feira pela Justiça Desportiva à perda de mandos de campo na temporada de 2014 e ao pagamento de multas devido à briga entre torcedores dos dois times nas arquibancadas da Arena Joinville, em Santa Catarina, pela última rodada do Campeonato Brasileiro.

O clube paranaense, mandante da partida, foi condenado a perder 12 mandos de campo e terá de disputar metade dessas partidas com portões fechados. Também terá de pagar multa de 140 mil reais.

Já o Vasco, como visitante do confronto, perderá oito mandos, também terá de jogar metade deles com portões fechados, e pagar multa de 80 mil reais.

As cenas de violência impressionaram e repercutiram em todo o mundo por ser o Brasil a sede da próxima Copa do Mundo. A briga nas arquibancadas, com direito a espancamentos e golpes com barras de ferro, deixou ao menos 4 feridos que tiveram que ser hospitalizados.

A partida ficou interrompida por mais de uma hora até que o policiamento fosse reforçado.

"A repercussão do caso e gravidade dos fatos, a punição era inevitável", disse o advogado do Atlético Paranaense, Domingos Moro.

O jogo começou com segurança privada, mas depois da confusão, a Polícia Militar, que estava apenas do lado de fora da arena por uma decisão de autoridades locais, passou a ocupar a parte interna do estádio.

"Como foi um tumulto generalizado, procurei agir com cautela, prudência e por isso esperei uma hora e treze minutos a partida. Pedi que o policiamento fosse reforçado", disse em seu depoimento o árbitro do jogo Ricardo Marques Ribeiro, que também foi denunciado pela procuradoria do Tribunal.

A partida terminou com vitória do Atlético por 5 x 1 e o resultado garantiu o time paranaense na Libertadores e decretou a queda do Vasco para a segunda divisão.

Os dois clubes já anunciaram que vão recorrer da punição ao pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que pode julgar os recursos ainda neste ano.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)