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Vladimir vê no primeiro duelo com Corinthians a chance de se firmar

Desde 2009 o goleiro está no grupo de profissionais do Santos

SANCHES FILHO, O Estado de S. Paulo

31 Março 2015 | 20h05

Vladimir já se acostumou a entrar no time do Santos em momentos difíceis e por isso encara com naturalidade o seu primeiro jogo no profissional contra o Corinthians, domingo, no Itaquerão, pela penúltima rodada da fase de classificação do Campeonato Paulista. Na quinta-feira da semana passada, ele substituiu Vanderlei (sofreu fratura na face) contra a Ponte Preta, quando o time já perdia por 3 a 1 e nada poderia fazer para impedir a derrota. No jogo contra o São Bento, domingo, na Vila Belmiro, todo time foi mal e Vladimir sofreu dois gols, mas agora o goleiro já se sente mais seguro.

"Acredito que poderá ser o início de uma nova fase na minha vida. Vou trabalhar forte para no jogo tentar me apresentar da melhor forma possível", disse o goleiro na tarde desta terça-feira, no retorno do elenco santista aos treinos, após a folga de segunda, iniciando a preparação para o clássico de domingo contra o Corinthians. "É nesse tipo de jogo que todo mundo dá importância ao seu trabalho."

Desde 2009 no grupo de profissionais do Santos, Vladimir disse que "já pensei de tudo, inclusive em sair", mas foi ficando na esperança de que a qualquer momento iria surgir a oportunidade, que escapou quando era o reserva imediato de Felipe e estava machucado quando Dorival Júnior resolveu trocar o goleiro do time, em 2010. Entrou Rafael, que se tornou titular, foi peça fundamental na conquista da Libertadores em 2011 e chegou à seleção brasileira.

"Nenhum jogador gosta de ficar no banco. E quem gosta não tem condições de jogar em clube grande. Estou há oito anos no Santos e tenho consciência do meu valor. Agora, a oportunidade caiu nos meus braços, infelizmente em razão de um acidente com Vanderlei, e quero aproveitar da melhor maneira", apontou.

Os jogadores habituados a treinar diariamente com Vladimir sabem que ele tem condições para ser titular, mas a torcida pouco sabe sobre as suas qualidades. "Se a torcida ainda não me conhece direito, vai conhecer. O problema do goleiro reserva é que ele entra num jogo e se não for bem não tem uma segunda chance porque na partida seguinte volta o dono da posição. Agora, vou ter uma sequência. No ano passado, nos 10 jogos nos quais eu fui o goleiro, o Santos ganhou sete, empatou dois e só perdeu um", finalizou.

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