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Zagueiro-artilheiro, Bauza quer corrigir defesa do São Paulo

Argentino fez 109 gols na carreira e quer equipe mais sólida

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Ciro Campos,
O Estado de S. Paulo

29 Janeiro 2016 | 07h00

Um dos zagueiros que mais marcou gols na história do futebol tem como meta arrumar a defesa do São Paulo, que levou 47 gols em 38 jogos no Campeonato Brasileiro. É o argentino Edgardo Bauza, agora técnico, quem trabalha diariamente no posicionamento, na organização e nas bolas paradas para não fazer novamente a retaguarda sofrer tanto como em 2015.

O treinador de 58 anos passou grande parte da carreira no Rosário Central, onde fez muitos gols de cabeça. Em toda a carreira como zagueiro, foram 109 tentos em 499 partidas. Na lista de defensores goleadores o técnico do São Paulo só está atrás do holandês Ronald Koeman, com 193, do argentino Daniel Passarella, com 134, e do espanhol Fernando Hierro, 110.

"Ele foi o quarto maior zagueiro-artilheiro. Isso para a nossa defesa é muito bom. Ele não gosta de tomar gol e cobra muito da defesa que chegue na bola aérea, além que marque gols lá na frente", contou o volante Thiago Mendes. Perfeccionista com posicionamento, Bauza faz trabalhos táticos com muita frequência para corrigir o time e fazer até o ataque ajudar na marcação.

O técnico desde o começo focou nas atividades na formação considerada ideal, ao explorar poucas mudanças e deixar os reservas treinarem com seus auxiliares enquanto repete trabalhos táticos. Geralmente as atividades são sem times adversários e têm o intuito de incentivar a equipe a se compactar, para não dar espaços aos rivais. "O professor gosta de fazer uma tatica com sincronia, a começar pela defesa, para marcar o setor e nao o jogador, porque os adversários se movimentam muito rápido", disse o volante Wesley.

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