A chuva estragou abertura de 1908

Era para ser em Berlim, depois Roma. Com a desistência das duas, a capital britânica ficou com a missão de sediar os jogos. Alemanha alegou problemas financeiros, mas já se mostrava isolada da europa. A erupção do Vesúvio, em 1906, foi a razão para a Itália abandonar o projeto. Sobrou para a Inglaterra que teve então dois anos para montar o evento.

LIZ BATISTA, O Estado de S.Paulo

24 Julho 2012 | 03h09

A Olimpíada acabou aproveitando a estrutura da Exposição Franco-Britânica que já estava programada para ser realizada entre maio e novembro de 1908. Com todos os problemas políticos e estruturais resolvidos, foi a chuva que estragou a festa de inauguração, que contou com a presença do Rei Eduardo VII e a Rainha. Conforme noticiou o Estado, somente 25 mil pessoas comparecerem ao estádio. Mas, com chuva ou sem, os jogos olímpicos não empolgaram o público, apesar do povo britânico adorar os esportes.

A presença dos ingleses nas arquibancadas era "reduzido a meia dúzia de curiosos, a algumas dezenas de snobes algumas centenas de spleeneticos" ou seja, entediados.

Convite. O Brasil foi convidado para as os jogos de Londres em 1908, mas não participou. Na edição de 23 de julho de 1907, o Estado publicou que nenhum esforço se via para que o País participasse "do concurso, em que todas as nações de todo o mundo civilizado se farão apresentar".

Ao contrário da Argentina, que já havia recebido verba do governo para patrocinar o evento, e era. portanto, mais um exemplo que 'adiantada República do Prata" dava ao Brasil. Sem patrocínio do poder público ou da sociedade, o País só iria a estrear em uma competição olímpica 12 anos depois, em 1920, na Antuérpia.

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