Amor é segredo da equipe de boliche

?O amor nos uniu, nada vai nos separar?. Este é o lema da família Vieira. Lúcia e Márcio, desde que se casaram, há 25 anos, fazem tudo juntos. Amantes de esportes ? ele é fanático por futsal, como gosta de frisar, ela nunca havia se dedicado a nenhum, mas alega amar a todos ?, resolveram escolher algo para permanecerem unidos, já que dividem o mesmo espaço no trabalho ? são sócios de uma empresa de engenharia. A convite de um amigo, optaram pelo boliche, por brincadeira. Mas viram que com dedicação teriam sucesso. Ele tinha 33 anos e ela 29. Hoje, integram a equipe brasileira nos 7º Jogos Sul-Americanos. ?Quando cheguei, perguntei, o que é isso? É esporte??, indagou Lúcia. ?Mas acompanhando com atenção, achei fácil, era só ter mira, derrubar os pinos.? Mas bastou começar para perceber que é preciso técnica. ?No início, passei da linha de falta (demarcação no chão de onde o arremesso deve partir, pois a pista contém óleo) e caí. Paguei o maior mico e ainda retornei escorregando.? Hoje, tem muitos títulos no currículo, entre eles, dois brasileiros. Márcio também teve seus deslizes. Em agosto do ano passado esmagou o disco da coluna por um arremesso mal feito e hoje passa 1h30, todos os dias, fazendo fisioterapia. ?Aprendi a conviver com a dor.? A medalha de prata, conquistada no individual, segunda-feira, é considerada uma grande conquista. ?Vindo de acidente e em fim de carreira, o gosto da superação é maior.? Márcio busca o tetracampeonato por equipes no sul-americano e tem o título individual das Américas. E se depender do retrospecto da família, a conquista é inevitável. Além da filha Carolina, de 19 anos, também praticante de boliche, o pai de Márcio, Hélio Vieira, representou o Brasil na esgrima, e o primo de Lúcia, Márcio Soares, conquistou a medalha de ouro na Vela, na Olimpíada de Moscou, em 1980. Como todo casal, as discussões são inevitáveis. E o boliche, tem sua parcela de culpa. Por ser veterano, Márcio é como um técnico para a família, mas com a mulher... Mas as brigas são isoladas. ?Viajamos muito, estamos sempre em lua-de-mel?, afirma Márcio. Lúcia acha que o boliche ajuda a unir a família. Natação ? O Brasil dominou o primeiro dia de natação, em Belém, ganhando cinco ouros em sete finais, com recordes do torneio nos 100 m borboleta, de Ivi Monteiro; nos 200 m medley, de Lilian Cerrioni; e do revezamento 4x100 m medley. Acidentes ? Nesta terça, três quedas espetaculares marcaram as provas do dia, duas na patinação, em São Paulo, e uma no ciclismo, em Curitiba. Na patinação, na prova dos 300 metros contra o relógio, a brasileira Raihama Torres Faleiros levou um tombo após a chegada e sofreu ferimentos ao bater o rosto no asfalto. Com dores de cabeça, não competiu nos 15 mil metros. A chilena Karinska Villalobo também caiu nessa prova. No ciclismo, a venezuelana Daniela Larreal, que ganhou ouro na velocidade pela manhã, bateu na companheira de equipe Angie Gonzales, e na queda feriu o rosto ? levou 12 pontos no supercílio esquerdo.

Agencia Estado,

06 Agosto 2002 | 20h13

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