Mike Blake/Reuters
Mike Blake/Reuters

Aposta é dobrar o número de medalhas na Olimpíada de 2016

Segundo o COB, metade dos pódios virá dos esportes tradicionais do Brasil

O Estado de S.Paulo

13 Agosto 2012 | 03h09

LONDRES - A previsão de medalhas do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para a Olimpíada do Rio é de 30 medalhas, o dobro do conquistado em Pequim/2008 e do calculado para Londres/2012. Para isso, a entidade aposta que metade dos pódios será obtido por esportes tradicionais do País - vela, judô, atletismo, basquete, vôlei, futebol. O restante viria com investimento pesado em esportes com potencial para um grande número de conquistas.

O carro-chefe do Brasil daqui a quatro anos será o judô. "Nosso objetivo é sermos a maior potência do mundo no Rio", disse Ney Wilson, diretor técnico da equipe brasileira. "Vamos lutar para termos condições de brigar pelas 14 medalhas em jogo", disse, otimista, o dirigente, que em Londres festejou a maior participação da modalidade em Jogos Olímpicos, com uma medalha de ouro e três de bronze.

Para alcançar esse objetivo ambicioso, o judô brasileiro aposta na equipe, que segundo os técnicos Luis Shinohara e Rosicléia Campos, é jovem e experiente. Sarah Menezes, Felipe Kitadai, Mayra Aguiar e Rafael Silva, medalhistas este ano, são as esperanças para o Rio.

A natação feminina terá um plano de urgência colocado em prática a partir já desta semana, segundo a Confederação Brasileira de Deportes Aquáticos (CBDA). Uma equipe com jovens talentos vai se reunir para treinos específicos e participação em competições internacionais, para tentar melhorar a competitividade do País na modalidade - que não chegou nem perto de medalhas em Londres.

O atletismo também terá investimento pesado para que um time forte possa competir nas provas que serão disputadas no Engenhão. Atletas importantes como Maurren Maggi e Fabiana Murer deverão ser substituídas por novas promessas.

Coletividade. Os esportes coletivos (basquete, vôlei, futebol) terão atenção especial, pois serão responsáveis por atrair grande interesse do público.

Outras modalidades menos tradicionais serão fortemente incentivadas pelo COB, pelo fato de distribuírem muitas medalhas.

O boxe é uma delas. Depois de quebrar o jejum de 44 anos sem pódio em Londres, a nobre arte planeja partir para cima dos rivais em casa. "Vamos ter um caminho semelhante ao do judô", garante o técnico João Carlos, há 16 anos no comando da seleção brasileira. "Em Londres, tínhamos potencial para seis pódios. No Rio, vamos brigar por medalhas nas 13 categorias (dez no masculino e três no feminino)."

No handebol, a honrosa participação do time feminino, perdendo nas quartas de final para a Noruega, campeã mundial e olímpica, dá crédito para uma grande participação em 2016. O time masculino também ganhará incentivo maior nos próximos quatro anos.

O tae kwon do, com suas oito categorias (quatro no masculino e quatro no feminino) em jogo, é outro candidato a receber uma atenção especial do COB. Assim como as competições de remo e da canoagem. / W.B.Jr.

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