Brasil decide dar prioridade a 4 atletas

CBDA vai investir em Thiago, Cielo, Kaio e Nicholas. A meta é Pequim

Amanda Romanelli, BELO HORIZONTE, O Estadao de S.Paulo

26 Novembro 2007 | 00h00

Thiago Pereira, Kaio Márcio Almeida, César Cielo e Nicholas Santos, quatro atletas que, em somatória, venceram sete provas individuais do Pan-Americano do Rio, terão um programa específico de treinamento visando a Olimpíada de Pequim, em 2008. A prioridade para estes atletas, diz a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), considera o desempenho dos nadadores brasileiros a um ano da competição chinesa. Para a entidade, eles são os que mais têm chances de conquistar medalhas para o País. Merecem, portanto, investimento pesado. "Fiz um levantamento dos dez melhores (nadadores) do mundo um ano antes dos Jogos. E o Brasil é o terceiro país no masculino", explicou Ricardo de Moura, coordenador-técnico da modalidade na CBDA. "Cielo, Kaio Marcio, Thiago e Nicholas, de forma individual, estão entre os dez do mundo em suas respectivas provas." A entidade organizou uma programação para os atletas com índice para Pequim. São 12 nadadores (incluindo os três revezamentos masculinos, 4x100m e 4x200m livre e o 4x100m medley) e apenas uma mulher, Flávia Delaroli, nos 50 m livre. A expectativa é que o Brasil consiga mandar aos Jogos ao menos 16 atletas - a briga por índices, depois do Pan, recomeça no dia 12 de dezembro, no Torneio Open, em São Paulo. O calendário de preparação tem início em fevereiro, com o evento-teste da Olimpíada, em Pequim. "Assim que os componentes da delegação olímpica forem sendo confirmados, os atletas se integram à programação", explicou Moura. "Os quatro garotos vão participar mas também contarão com um programa específico, individualizado." Thiago Pereira, por exemplo, pode não participar do evento-teste em Pequim para competir em etapas do Grand Prix norte-americano, segundo seu técnico, Fernando Vanzella. MENINAS POR BAIXO Com a definição da CBDA, fica claro que a natação feminina não conseguiu manter o protagonismo conquistado na Olimpíada de Atenas. Em 2004, elas superaram a campanha masculina, ainda que não tenham conquistado medalhas. Chegaram a três finais na Grécia contra duas dos homens. A brasileira com o melhor resultado na Grécia foi Joanna Maranhão - foi a 5ª colocada nos 400 metros medley. "É muito fácil apoiar quem já está no topo. Só que todo mundo está sujeito a altos e baixos. Eu tive um ano maravilhoso em 2004, depois não fui bem. Isso aconteceu também com o Kaio Márcio, pode acontecer com o Thiago, que está muito bem e por méritos próprios", apontou. "Só não entendo porque o investimento não pode ser feito para todos. Dinheiro, tem." A participação feminina na China deve ficar mais complicada com a provável punição de Rebeca Gusmão por doping. Além disso, confirmada a fraude nas amostras de urina no Pan, o País pode perder os tempos dos revezamentos 4 x 100 m livre e 4x 100m medley (prata e bronze no Pan, respectivamente), que contaram com a nadadora na equipe.

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