Brasil dispara no Sul-Americano

O Brasil brilhou no atletismo dos Jogos Sul-Americanos. A modalidade ganhou 33 de ouro, 14 de prata e 17 de bronze na competição. Mas a mina de ouro do Brasil está mesmo em Belém. Treze das 19 medalhas douradas conquistadas pelos donos da casa neste terceiro dia de competições saíram desta subsede. Uma foi conquistada na natação sincronizada; as outras 12, no Estádio Olímpico do Pará, onde o atletismo teve o seu último dia de provas. E foi justamente na última prova do programa, o revezamento 4x400m masculino, que os brasileiros chegaram à centésima medalha nestes Jogos Sul-Americanos. No total, o Brasil tem 29 medalhas a mais do que a Venezuela, segunda colocada com 35 de ouro, 20 de prata e 16 de bronze. A Argentina, em terceiro, tem 58 (14, 21 e 23). Com mais um festival de medalhas de ouro no atletismo e no judô, o Brasil disparou na liderança dos VII Jogos Sul-Americanos, ampliando a sua vantagem sobre a Venezuela, que continua em segundo lugar na classificação geral. A Argentina começou a reagir, com bom desempenho no tiro com arco e na canoagem. Deixou para trás o Equador, mas ainda está distante da Venezuela. A novidade no quadro de medalhas é a Bolívia, graças ao bronze conquistado pelo judoca Juan Jose Paz, na categoria meio leve. Acidente ? O brasileiro Diogo Bonini Marques, que se acidentou neste domingo, na abertura das competições de ciclismo, passa bem. O atleta de 21 anos sofreu uma queda quando disputava as oitavas-de-final da prova de 200m velocidade, no Velódromo Municipal do Jardim Botânico, mas foi logo atendido pela equipe médica do local e imediatamente transferido para o Hospital Vita. Após exames traumatológicos e neurológicos, os médicos tranqüilizaram a todos, assegurando que o estado geral do ciclista é bom. Ele sofreu fratura na mandíbula, que terá que ser corrigida com uma cirurgia nas próximas 48 horas, e ferimentos no rosto. ?Tão logo o Diogo chegou ao hospital, foi atendido pelos setores de ortopedia, neurocirurgia e traumatologia crânio-facial. Os primeiros exames constataram uma fratura da mandíbula do lado direito. Já as múltiplas feridas na face foram logo suturadas?, declarou o médico Leovanil Stange, especialista em face. O neurocirurgião Sílvio Machado disse que o ciclista não apresenta qualquer sinal de lesão neurológica. Diogo não perdeu os sentidos em qualquer momento e conversa normalmente. ?Ele só tem um pouco de dificuldade para falar devido à fratura. No mais, seu quadro é bom?, comentou o médico. O atleta vai ficar internado no Hospital Vita. ?48 horas é o tempo necessário para que possamos operá-lo?, explicou o doutor Leovanil, adiantando que, mais tarde, o atleta terá de se submeter também a um tratamento dentário, que ficará a cargo da Odontoprev, um dos parceiros do Comitê Olímpico Brasileiro. O caso está sendo acompanhado de perto pelo chefe de missão do Brasil, Marcus Vinícius Freire, que já providenciou a chegada da mãe do atleta, dona Valquíria Bonini, para acompanhar Diogo durante o período de internação. Ela está sendo trazida de Assis, interior de São Paulo, acompanhada de uma amiga, e chega a Curitiba por volta das 19h30. ?Nossa experiência em acidentes desse tipo, como os casos do cavaleiro Guto de Faria, do concurso completo de equitação, e da triatleta Mariana Ohata, em Sydney, nos mostra que as primeiras horas são as mais preocupantes. Esse período ele já superou. Agora, o importante é receber o apoio da família e a mãe estará junto dele durante a recuperação?, disse Marcus Vinícius. O treinador Iverson Ludwig lamentou o acidente com Diogo. O ciclista havia garantido o quinto melhor tempo na fase anterior e era uma das esperanças de medalha do Brasil na prova. ?Ele vinha bem na disputa, mas se assustou com a queda do chileno a sua frente e acabou despencando da parte mais alta da pista. No tombo, bateu com o rosto no chão?, declarou o treinador, acrescentando que a bicicleta ficou toda destruída. Aprendiz de Guga ? Começa nesta segunda-feira, a partir das 10 horas, no Clube Espéria, a disputa das categorias masculina e feminina do tênis, em piso de saibro, com atletas de até 18 anos de idade (contando pontos para o ranking mundial júnior da ITF, a International Tennis Federation). Os jogadores da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai disputarão uma chave simples, eliminatória, no mesmo formato dos torneios profissionais de tênis. Na quadra 3, Willy Lock, do Peru, enfrenta Nicolas Stevens, do Chile. Na 4, o equatoriano Julio Cesar Luzuriaga joga contra o paraguaio Ricardo Gosrostiaga. E na 5, o primeiro brasileiro em ação, Tiago Espírito Santo, que terá pela frente o paraguaio Gustavo Ramirez. A única partida feminina programada para esta segunda-feira será o terceiro jogo da quadra 3. A brasileira Mariana Junqueira, campeã sul-americana da categoria até 18 anos, enfrenta a paraguaia Rossana Vega. Boliche ? Um esporte muito praticado como forma de recreação, o boliche, que integra o programa dos Jogos Sul-Americanos distribuirá 15 medalhas de ouro (em sete categorias no torneio masculino, sete no feminino e um na dupla mista), na pista do Shopping Anália Franco, no Tatuapé, em São Paulo.

Agencia Estado,

04 Agosto 2002 | 19h00

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