Jorg Mitter/RBAR
Jorg Mitter/RBAR

Brasileiro dá primeiros passos em campeonato de corrida aérea

Francis Barros está na categoria de acesso do Red Bull Air Race

Renan Fernandes, O Estado de S. Paulo

13 Março 2015 | 07h00

Piloto de uma tradicional companhia aérea e bicampeão brasileiro de acrobacias aéreas, em 2013 e 2014, o brasileiro Francis Barros vive uma nova fase de sua carreira. O gaúcho, que começou a pilotar com 14 anos, e teve de esperar até os 18 para fazer seu primeiro voo solo, dá os passos iniciais no principal campeonato de corrida aérea do Mundo: o Red Bull Air Race.

Em sua primeira prova na categoria Challenger, divisão de acesso, Barros não foi bem. Acabou desclassificado por voar muito abaixo dos obstáculos em Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos. Apesar do resultado, ele faz uma avaliação positiva de sua participação e sabe que este primeiro ano servirá como aprendizado.

'Foi muito positivo tanto tecnicamente quanto para entender como funciona a corrida aérea, porque minha base era outra. A acrobacia aérea é uma competição de precisão, enquanto a corrida aérea também envolve tempo.'

Como os pilotos não podem utilizar os aviões da Red Bull fora do período de provas, Barros tenta simular os desafios da competição em Porto Alegre. Tudo para melhorar seu rendimento para as próximas sete etapas do calendário.

'Estou desenvolvendo um treinamento em baixa altitude, não com os pylons (obstáculos), mas com determinados pontos na superfície. Vou tentar desenvolver treinadores de solo que possam verificar se o avião vai estar na trajetória correta.'

Apesar da proximidade com aviões desde sua adolescência, seu primeiro contato com a corrida área foi apenas em 2007. E foi paixão à primeira vista. 'Eu vi uma corrida no Rio de Janeiro e fiquei maravilhado. A prova sintetiza tudo o que gostaríamos na acrobacia, mas conseguiu colocar uma complexidade de regras que não conseguimos. O esporte ficou atrativo para o público, que gosta de aviões, e fácil de entender. O que importa é o tempo.'

Em 2010, o paulista Adilson Kindlemann chegou a ter uma breve passagem pelo Mundial de Corrida Aérea, mas acabou parando de competir após um acidente na Austrália.

Entusiasta do esporte, Barros acredita que o Brasil esteja pronto para fazer um campeonato brasileiro da modalidade. 'Eu acho que temos condições e também contamos com algo mais importante: o amor do nosso povo pela aviação. Acho que uma corrida no Brasil é um caminho natural'.

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