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Irã

Circuito de Vôlei de Praia começa em meio a polêmica sobre sexismo

O Circuito Mundial de Vôlei de Praia de 2016 começa nesta segunda-feira em meio a uma grande polêmica. A primeira parada é o Open de Kish, no Irã, competição que conta apenas com chave masculina. Mais do que isso: o governo iraniano tem proibido a presença de mulheres em competições de vôlei, até mesmo nas arquibancadas.

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Estadão Conteúdo

15 Fevereiro 2016 | 12h31

Em outubro, a organização não governamental Human Rights Watch lançou uma campanha mundial cobrando que o Irã pare de proibir as mulheres de assistirem a jogos de vôlei e adote medidas para promover a igualdade de gêneros.

"Desde 2012, o governo iraniano proíbe mulheres e meninas de frequentarem torneios de voleibol, chegando ao ponto de prender mulheres por tentarem entrar nos estádios", disse Minky Worden, diretora de iniciativas globais da Human Rights Watch.

A cobrança, claro, também chegou à Federação Internacional de Vôlei (FIVB). "Está na hora da FIVB agir para acabar com essa discriminação gritante, que viola suas próprias regras e envergonha o esporte", cobrou Worden à época.

A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) garantiu à Human Rights Watch que asseguraria a entrada de mulheres no torneio organizado por ela. A entidade, entretanto, tem feito cobranças em suas redes sociais para que a promessa seja cumpria, usando a hashtag #Watch4Women.

O torneio já teve jogos nesta segunda-feira, mas apenas pelo qualifying, fase classificatória. A chave principal, que trai mais público, começa na terça-feira, sem a presença de brasileiros - a exceção é Jefferson, que defende o Catar.

O vôlei é especialmente importante na luta contra a descriminação contra mulheres no Irã porque é esta a modalidade coletiva mais popular no país. No ano passado, a seleção masculina de vôlei de quadra chegou à semifinal da Liga Mundial.

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