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Com Cielo na piscina, Maria Lenk começa com recorde nacional de Joanna Maranhão

Tradicional prova de natação começou nesta terça-feira no Rio de Janeiro

Estadao Conteudo

02 Maio 2017 | 21h42

Cesar Cielo de volta à piscina, em uma competição nacional, e recorde brasileiro logo no primeiro dia. Começou nesta terça-feira o Troféu Maria Lenk, no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio, e o torcedor pôde ver o campeão olímpico na água, ajudando o Pinheiros a vencer o revezamento 4x50 metros livre, e Joanna Maranhão, com o tempo de 4min09s41, superar o recorde nacional de Manuella Lyrio, obtido na mesma competição no ano passado (4min09s48).

"Estou me sentindo leve. Nunca imaginei que faria este tempo de hoje (terça-feira) e ainda tinha mais gás. Quanto a conseguir vaga no Mundial, só posso controlar a minha raia e vou nadar o mais rápido possível nas outras três provas que irei disputar. Nadei uma travessia em março e me diverti. Vou tentar uma vaga no Mundial na prova dos 5km das maratonas. Muita arrogância minha em lutar contra Ana Marcela (Cunha) e Poliana Okimoto, mas vou tentar na seletiva de Foz de Iguaçu, na semana que vem. Se não der, vou continuar treinando", disse Joanna Maranhão.

No revezamento masculino do 4x50 metros livre, o Pinheiros teve Cesar Cielo fechando o quarteto vencedor, com 1min27s15. O campeão olímpico marcou 21s32 em sua parcial. "Se repetir isto na prova vai ser muito bom", brincou Cielo, sabendo que o tempo é lançado e por isso não dá para comparar com seu recorde olímpico (21s30) da vitória em Pequim, há nove anos.

"Foi boa a performance, mais encaixada do que esperava. Na prova vou poder forçar um pouco mais no início do que hoje (terça-feira). E quanto a não termos certeza quanto a ida ao Mundial, independente de qualquer coisa, temos que fazer o nosso melhor. O importante é cada um tem que fazer o seu e deixarmos nas mãos dos técnicos para ver quem vai. E o melhor é que o Brasil tem que levar o melhor time, espero que os mais bem ranqueados façam parte da equipe", disse Cesar Cielo.

OUTRAS PROVAS

Já os tempos de Henrique Martins e Felipe Lima, nas eliminatórias dos 100 metros borboleta e 100 metros peito, respectivamente, e de João Gomes Junior e Guilherme Costa, nas finais dos 100 metros peito e 400 metros livre, mexeu com o time que representará o Brasil no Mundial de Esportes Aquáticos, em agosto deste ano, em Budapeste, na Hungria.

A revelação Guilherme Costa levou a melhor na final dos 400 metros livre. Ele marcou 3min49s49 e ficou a três centésimos do recorde brasileiro, de Brandonn Almeida, do ano passado. Seu tempo é novo recorde de campeonato, que pertencia a Leonardo de Deus desde 2015.

"Eu queria muito este recorde e foi por pouco. Sabia que o Altamir iria começar forte e eu tinha que confiar no meu final de prova. E deu certo. A natação brasileira vem crescendo muito e pode crescer ainda mais. A nova geração é muito forte e vamos com tudo para Tóquio/2020. Treinei 100% para minha melhor prova, os 1500m livre, mas me sentia muito bem para competir nos 400m e valeu a pena", disse Guilherme Costa.

João Gomes Junior também voou na piscina do Maria Lenk e colocou o Pinheiros no lugar mais alto do pódio dos 100 metros peito, com 59s41. Felipe Lima, do Minas Tênis e melhor tempo das eliminatórias, ficou com a prata com 1min00s05.

"De manhã entrei errado, foi complicado, mas uma sucessão de fatores me fez errar. Sabia que estava treinado e preparado e foi que me fez ter sangue frio para nadar agora à noite e acertar o que eu tinha errado. Eu vou a 2020, é meta que vou concluir! Essa vaga é minha de novo e não vou deixar ninguém tirar ela de mim", comentou João Gomes Junior.

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