Com elogios, Volvo Race deixa Brasil

Os elogios do neozelandês Grant Dalton, comandante do Amer Sports One, veleiro de bandeiras finlandesa e italiana, no discurso de despedida dos barcos da Volvo Ocean Race, que sábado deixaram o Rio rumo a Miami, nos Estados Unidos, agradaram à organização da regata no Brasil. Dalton é, hoje, o nome mais famoso entre os 97 tripulantes que disputam a competição. A quinta perna da regata de volta ao mundo tem 4.450 milhas náuticas (cerca de 8.200 quilômetros). Para Alan Adler, responsável pela montagem da logística para a parada no Rio, enquanto o torneio for da Volvo, o Brasil será porto de parada. A próxima regata deve ser em quatro anos. Adler não crê que o grande número de barcos de espectadores que acompanhou a flotilha até a saída de Baía de Guanabara, às vezes até cruzando a frente dos veleiros, prejudique o País no futuro. ?É característica do brasileiro?. A Marinha e a Guarda Costeira só foram rigorosas na hora da largada. Adler admite que a falta de dinheiro ? além dos recursos da Volvo, a parada obteve apenas R$ 1,5 milhão em patrocínio ? impediu a divulgação do evento na tevê. Problemas ? No mar, por causa de uma colisão com o veleiro sueco SEB no fim da tarde de sábado, o barco alemão Illbruck enfrenta uma situação inusitada. Líder da regata, após as quatro primeiras etapas, navega, agora, em último lugar entre os oito veleiros. O News Corp, último colocado na largada do Rio, está na liderança da flotilha. O acidente ocorreu durante uma manobra do SEB para evitar uma colisão com o Illbruck. Gunnar Krantz, comandante do SEB, atribuiu o acidente a um ?erro de cálculo?. A batida abriu um buraco no casco do Illbruck e danificou o parapeito da embarcação. ?Felizmente, ninguém saiu ferido?, disse o capitão do veleiro alemão, John Kostecki. Como já estava quase anoitecendo, a tripulação improvisou um meio de tapar o buraco, deixando o conserto para a manhã de domingo. Kostecki pretende apresentar um protesto contra o SEB ? além dos danos materiais, teve de tirar membros da tripulação das tarefas normais para consertar o estrago. Mas as dificuldades do Illbruck ainda não haviam acabado. ?Tivemos uma noite difícil?, disse Kostecki. ?O cabo que prendia uma das velas se quebrou e ela caiu no mar. Voltamos para recuperá-la e colocá-la no lugar. Mas aí percebemos que estava rasgada.? No domingo, o News Corp tinha vantagem de 17 milhas (cerca de 30 quilômetros) para o Tyco, segundo colocado. O Amer Sports One era o terceiro.

Agencia Estado,

11 Março 2002 | 09h29

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