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Com espetáculo circense, Sochi se despede da Olimpíada de Inverno

O Estado de S. Paulo

23 Fevereiro 2014 | 15h 45

Cerimônia de encerramento marcou o adeus dos russos à competição

SOCHI - As Olimpíadas de Sochi terminaram de uma forma diferente. Mesmo mantendo a tradição de dedicar a cerimônia de encerramento a passagem de bastão para a próxima sede, a Coréia do Sul, os russos surpreenderam o público do Estádio Olímpico de Fisht.

Seguindo a sugestão de um australiano que enviou uma carta anônima ao Comitê Olímpico Internacional, as delegações entraram misturadas. Isadora Wiliams, patinadora que representou o Brasil na modalidade, foi a porta-bandeira do país, posto ocupado por Jaqueline Mourão na abertura. A organização usou do bom humor para brincar com o próprio erro: os anéis olímpicos foram formados por pessoas, que deixaram o quinto círculo fechado, fazendo alusão à abertura dos Jogos, quando um dos anéis olímpicos não abriu.

A entrega das medalhas foi feita pelo alemão Thomas Bach, presidente do COI. Após o ritual, os atletas deram lugar a um espetáculo circense. Assim como o balé, o circo é uma arte tradicional no país. Na "passagem do bastão" olímpico, o público foi formalmente apresentado à Coréia do Sul, sede dos Jogos de 2018, com um show sobre os milênios de história do país.

No fim da cerimônia e dos discursos de Bach e Dmitriy Chernyshenko, presidente do comitê organizador de Sochi, a música "Adeus Moscou", tema de encerramento do jogos de verão em 1980, foi trilha sonora da despedida dos mascotes - a lebre, o leopardoo e o urso polar, que chorou ao apagar a tocha olímpica, assim como o urso Misha, símbolo dos Jogos de 1980, em Moscou. Um show de fogos de artifício, como é de tradição, marcou o adeus de Sochi à competição.