Com iatismo, Brasil acabou com o jejum do ouro em 1980

Tão cobiçada e esperada medalha foi assegurada por Alex Welter e Lars Bjorkstrom na classe Tornado

ROSE SACONI, O Estado de S.Paulo

04 Agosto 2012 | 03h07

28.7.1980

PARA LEMBRAR

Nos Jogos de Moscou, em 1980, o iatismo foi o esporte que acabou com o jejum de 24 anos sem medalha de ouro para o Brasil. Até então, o último brasileiro a chegar ao lugar mais alto do pódio tinha sido Adhemar Ferreira da Silva, no salto triplo, em 1956. A partir de Moscou, o ouro voltou a ser conquistado em todas as edições da Olimpíada, com exceção de Sidney, em 2000.

A tão cobiçada e esperada medalha foi assegurada por Alex Welter e Lars Bjorkstrom no dia 28 de julho, quando foram campeões de iatismo, na classe Tornado. Depois de vencerem a regata e garantirem o ouro, em clima de euforia, Welter declarou ao Estado: "A nossa vitória vai servir para ajudar o desenvolvimento do iatismo no Brasil. O iatismo não é um esporte para milionários, como muitos pensam".

Segunda medalha. Além de acabar com o jejum, o iatismo garantiu outra medalha de ouro com os cariocas Marcos Soares e Eduardo Penido, na classe 470. Foi a primeira vez que o País ganhou dois ouros na mesma edição dos Jogos.

Para vencer a disputa, os brasileiros precisariam chegar entre os seis primeiros colocados na última regata. Tensos e mesmo com o resultado divulgado, só perceberam que tinham vencido quando começaram a ser abordados por repórteres e fotógrafos. "Como o barco alemão passou por nós logo na primeira volta", contou Eduardo ao Estado, "achamos que eles tinham sido os campeões".

As conquistas do iatismo não param por aí. A modalidade é a que mais trouxe medalhas de ouro em Jogos Olímpicos para o Brasil. São seis até agora. A segunda modalidade é o judô, com três - já incluindo a de Sarah Menezes este ano.

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