Satiro Sodré|SS Press
Satiro Sodré|SS Press

Após ação da PF, Correios decidem romper contrato de patrocínio com a CBDA

Principal patrocinadora da entidade até então, empresa afirma ao Estado que encerra exibição da sua marca mesmo sem ter relação direta com o caso

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

06 Abril 2017 | 18h42

A Operação Águas Claras, deflagrada pela Polícia Federal e que investiga desvios que podem chegar a R$ 40 milhões, vai impactar diretamente as contas já combalidas da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). Nesta quinta-feira, os Correios, principal patrocinador da entidade, informou que está rompendo o acordo que possui com a confederação.

"Os Correios já iniciaram o processo de rescisão do contrato de patrocínio com a CBDA", afirmou a estatal ao Estado de S. Paulo. A decisão ocorre mesmo que os desvios que estão sendo investigados não tenham relação direta com o contrato de patrocínio. "Tomamos conhecimento, pela imprensa, da ação da Polícia Federal. Não temos detalhes do caso, mas pelas informações a que tivemos acesso, o assunto em questão não guarda relação com os recursos dos nossos contratos de patrocínio, mas sim com verbas oriundas de convênios com o Ministério dos Esportes."

A estatal é a mais antiga e principal patrocinadora da CBDA, e em janeiro já havia anunciado um corte drástico no acordo com a entidade. A empresa, que repassara R$ 18 milhões por ano no triênio 2014-2016, havia baixado os valores para R$ 5,7 milhões/ano. Agora, o acordo válido até o fim de 2018 será rompido.

O Ministério do Esporte, por sua vez, não informou se pretende interromper os repasses previstos. A pasta declarou que "não vai se pronunciar por não ter conhecimento do inquérito conduzido pela Polícia Federal", mas afirmou que "acompanha e tem todo o interesse em colaborar com a Polícia Federal para elucidar os fatos".

Outra patrocinadora da confederação, a Estácio informou que "não vai se pronunciar no momento" sobre as investigações, mas irá manter o atual acordo que possui com a CBDA. "A parceria da Estácio com a CBDA não envolve patrocínio em dinheiro. Em todo o Brasil, 78 atletas de diferentes modalidades recebem bolsas de estudos, que fazem parte da plataforma de esporte do programa de Responsabilidade Social da Estácio. As bolsas serão mantidas", informou, em nota.

O Bradesco, que ainda aparece como um dos patrocinadores da CBDA no site da entidade, não possui vínculo com a confederação desde dezembro do ano passado, quando encerrou o contrato de patrocínio.

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