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Inovação Olímpica

Crioterapia utiliza o frio para ajudar recuperação de atletas

- Atualizado: 10 Fevereiro 2016 | 10h 51

Novidade nos EUA é câmara de nitrogênio que baixa a temperatura

"Entrar em uma fria" pode ser um bom negócio para atletas de diferentes modalidades. É mais do que comum ver jogadores de futebol e lutadores de MMA entrarem em banheiras de gelo após apresentações. Esta técnica, conhecida como crioterapia, começou na década de 1970 e tem ganhado versões cada vez mais modernas, e sempre com objetivo de auxiliar na recuperação física após intensos exercícios.

"Chegou-se à conclusão de que em banheira de gelo o atleta deve ficar de 5 a 7 minutos. Com isso, ele tem uma remoção de ácido lático, que é o que causa fadiga na musculatura", explica o fisioterapeuta esportivo, David Homsi.

A versão mais "hardcore" da imersão em gelo praticada em larga escala pelos clubes de futebol é uma câmara que utiliza nitrogênio para levar a temperatura a incríveis -150 °C. Para efeito de comparação, a temperatura mais baixa registrada na Terra foi de aproximadamente -95°C, em 2010, na Antártida. Na chamada "criosauna", o atleta entra calçando apenas meias muito grossas e roupa de baixo, em uma câmara onde o nitrogênio líquido se transforma em vapor, abaixando rapidamente a temperatura local. Os participantes desta técnica ficam apenas por dois ou três minutos sob o frio intenso. O sofrimento curto aceleraria em até 48  horas a recuperação de músculos fragilizados por exercícios físicos intensos.

Thiago Pereira é um dos atletas que se beneficiam da crioterapia

Thiago Pereira é um dos atletas que se beneficiam da crioterapia

"O princípio básico seria o mesmo. A diferença é que você não teria o contato da água com o gelo. Ele é mais gelado que a banheira, mas mais confortável", explica David. O método tem feito sucesso entre atletas nos Estados Unidos e na Europa. Os mais conhecidos são Cristiano Ronaldo e o time de basquete do Dallas Mavericks. Entre os brasileiros, nomes como o nadador Thiago Pereira e a lutadora Gabi Garcia já testaram o método. Há também versões específicas para partes pequenas do corpo.

A explicação para o benefício seria a de que em baixas temperaturas, o corpo, com receio de estar morrendo, manda o sangue para as  partes vitais do organismo. Quando a pessoa deixa o aparelho, cérebro, coração e pulmões estariam cheios desse sangue com oxigênio e nutrientes e eles retornam aos músculos mais propícios a ajudar na recuperação. 

NO BRASIL

Por aqui, as câmaras de crioterapia ainda estão distantes. O mais popular é a tradicional banheira de gelo entre os atletas de alto rendimento. A novidade que está começando a entrar no País é um aparelho chamado Game Ready. Popular entre alguns atletas, como o jogador do Barcelona, Lionel Messi, ele mistura baixas temperaturas com pressão.

"É uma bota que se coloca no membro anterior, ou no cotovelo, ou em alguma articulação. Ela causa uma compressão e um resfriamento. Quando se utiliza a compressão para retardar a fadiga muscular é a mesma história do gelo. Você aumenta a circulação sanguínea e tem uma maior remoção deste ácido lático. Uma técnica para fazer o atleta voltar antes a competir", afirma Homsi.

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