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Inovação Olímpica

Cronometragem eletrônica revolucionou Olimpíada moderna

- Atualizado: 02 Março 2016 | 20h 33

Rio deve ter novidades da responsável pelas medições

O que separa um campeão do resto dos competidores? Quando se fala de Jogos Olímpicos, esta diferença pode ser de milésimo de segundo. Ao longo da história, a marcação de tempo nas provas, que garante ao vencedor sua entrada para o Olímpo, ficou cada vez mais precisa. Em menos de 100 anos, abandonou-se os cronômetros manuais para aferir marcas por olhares eletrônicos, câmeras de alta velocidade e uma precisão inquestionável.

Hoje, o responsável por todas as medições de tempo na Olimpíada é a fabricante de relógios suíços Omega. Alias, não só de hoje. A marca participa do evento desde 1932, quando, em Los Angeles, levou quatro cronômetros e um especialista para registrar os tempos. De lá para cá, saíram de cena os relógios manuais, entraram inovações como photofinish, desenvolvimento do bloco de largada do atletismo mais sensível à falsa largada e touchpad da natação.

"Têm duas tecnologias específicas em que a Omega foi pioneira e fez uma incrível inovação. A primeira câmera de photo-finish (o olho mágico) lançado em 1952 foi uma revolução para a época. Depois, o touch pad usado na natação, que fez uma enorme diferença nas piscinas em 1968 e permite que os nadadores parem seu tempo usando suas mãos", explica o CEO da empresa, Alain Zobrist.

Olhar eletrônico define vencedores nas Olimpíadas 

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As novidades exclusivas para o Rio-2016 serão divulgadas apenas em maio, segundo a marca. Mas a cronometragem eletrônica deverá, mais uma vez, garantir a isonomia e a precisão dos resultados. "Decisões de olho humano foram retiradas dos Jogos desde a década de 40. Agora, temos a precisão das máquinas", diz Zobrist. "É verdade que a cronometragem eletrônica fez uma grande diferença. O olho humano obviamente tem limitações para a cronometragem. Mas nós continuamos dependendo do senso humano para concepção, engenharia e operação do equipamento", avisa.

HISTÓRIA

Logo na primeira participação da cronometragem mais precisa na Olimpíada, a mudança fez diferença. Entre as provas que foram decididas no relógio, está a vitória da americana Mildred Didrikson sobre a compatriota Evelyne Hall nos 80m com barreira feminino (comprovada apenas na filmagem da linha de chegada, já que ambas terminaram com o mesmo tempo). Nos 100m livres, o mesmo problema, entre Edward Tolan (EUA) e Ralph Metcalfe (EUA). 

"Antes da cronometragem eletrônica, quando tudo dependia do olho humano, era mais complicado para o atleta. Este é o motivo de a cronometragem eletrônica ter revolucionado o modo de medir o esporte", explica Zobrist. "Graças a isso, os juízes têm agora toda as informações de que precisam para entregar os resultados corretos."

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