De volta com Larri, Guga fala em chegar ao topo do ranking

Na sua já quase obsessiva idéia de retornar ao circuito profissional de tênis, Gustavo Kuerten deu a última cartada ao retomar a parceria com o técnico Larri Passos, com quem viveu seus melhores momentos, como o tricampeonato de Roland Garros, o título do Masters Cup de Lisboa e a liderança do ranking por 43 semanas. Mas o caminho de volta para Guga não será nada fácil, como ele próprio e o "novo" treinador admitiram nesta segunda-feira. Mesmo sorridente e bem-humorado com a volta do pupilo ao seu lado, com quem trabalhou mais de 10 anos, Larri Passos mostrou-se cauteloso. ?Preciso saber ainda se tenho uma Ferrari nas mãos, ou um Gordini ou um DKV?, disse o treinador, em entrevista coletiva nesta segunda-feira, em Florianópolis. ?É duro saber de cara quantos cavalos tem o Guga. Mas se ele for dormir às 10 da noite, cansado dos treinos e pular da cama cedo com vontade de treinar e jogar, tenho certeza de que vai dar a volta por cima.? Mas Guga mostra muito otimismo. ?É o momento de buscar algo a mais?, afirmou o tenista. ?Minha meta é voltar a um bom nível, no topo. Tenho o direito de acreditar.? O plano ambicioso, porém, não está ainda totalmente feito. Afinal, nem Guga e nem Larri Passos colocaram um prazo para a volta do tenista às quadras. Tudo leva a crer que isso só acontecerá no próximo ano. Até lá, Gustavo Kuerten poderá fazer algumas exibições para ganhar ritmo, avaliar suas condições físicas e técnicas, além de manter-se em evidência. A volta a uma posição de liderança do ranking, ou mesmo próxima dela, é um sonho arrojado. Mesmo porque, Guga ocupa atualmente o 1.125º lugar na lista da ATP e não consegue recuperar a sua forma física e técnica. ?Meu objetivo é a longo prazo?, explicou Guga, que completou 30 anos no mês passado. ?Estou buscando meu aprimoramento e o dia-a-dia irá dizer quando posso acrescentar um pouco mais de treinamentos e quando vou estar pronto para jogar.? Independente das dificuldades, Larri Passos mostrou-se feliz pelo retorno da parceria e contou que foi procurado pelo próprio tenista. ?Ele ligou-me perguntando se poderia ir a minha academia e queira saber se poderia levar as raquetes. Ora, quando o Guga chegou nem paramos no escritório, fomos direto para a quadra?, revelou. Guga fez sua última partida de simples em fevereiro deste ano, na derrota para André Ghem no Brasil Open. Há anos sofre com um problema crônico no quadril e recentemente contratou o fisioterapeuta Nilton Petrone, o Filé, para tentar recuperar a forma física. Trabalhou um tempo com o técnico argentino Hernan Gumy, mas optou por demiti-lo no mês passado, um pouco antes de integrar a equipe brasileira na Copa Davis, quando disputou o jogo de duplas na derrota para a Suécia.

Agencia Estado,

02 Outubro 2006 | 17h21

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