Eliana, o braço direito de Popó

Depois que Eliana, uma bela morena de 28 anos, entrou na vida de Acelino ?Popó? Freitas, a carreira do campeão mundial dos superpenas pela Associação Mundial de Boxe e Organização Mundial de Boxe deu uma reviravolta. "Ele precisava de uma força para tomar certas decisões", brinca a administradora de empresas com pós-graduação em finanças, casada com o pugilista baiano há oito meses. "Tenho visão profissional e conheço investimentos. Como a carreira é curta no esporte, tem de ser bem administrada. Há dois anos, o Popó dormia no chão, em uma casa de um cômodo", contou Eliana, que trabalha na área financeira da construtora do pai, a ?André Guimarães?, uma das maiores de Salvador. Por influência da mulher, Popó, de 26 anos, já conta com assessoria jurídica: o escritório de advocacia que trabalha para a empresa do sogro. O pugilista faz questão de dizer que hoje não tem mais empresário, apenas um promotor de lutas nos Estados Unidos, Arthur Pellulo, e o técnico Ulisses Pereira. "Quando conheci Eliana, ela perguntou sobre o meu contrato e nem cópia eu tinha. Fiquei quatro meses para conseguir uma cópia e ver que eles (o grupo do ex-empresário) levavam 75% de tudo, que havia multa de R$ 1,2 milhão se eu rompesse o contrato e que poderiam me dar um chute se eu me machucasse ou perdesse", afirmou o pugilista. Com o apoio de Eliana e dos advogados, Popó rompeu com o grupo que, segundo ele afirmou, o "roubava": a empresa Oficina de Idéias, o empresário Ruy Pontes e o técnico Luiz Carlos Dórea (na Justiça, ainda briga pela liberdade de administrar a carreira). Passou a ter a assessoria de um grupo com o qual se preparou, nos Estados Unidos, para unificar, em janeiro, os cinturões dos superpenas, diante do cubano Joel Casamayor. Popó revelou que está sofrendo pressão da OMB para defender o cinturão unificado até junho, contra o nigeriano Daniel Atar. Antes ele gostaria de "curtir" mais um pouco a condição de campeão mundial, fazendo mais duas ou três lutas. Eliana também ajuda Popó a manter o peso, que é um eterno problema para ele. "Faz regime comigo, acompanha meus treinos e luta... Só não é meu sparring", brinca o pugilista. E pensar que Eliana nem conhecia boxe. A primeira luta que viu, com o irmão Denis, em Salvador, foi de Popó. "Terminou tão rápido que eu nem sabia...", lembrou. Hoje, garante que "é quase uma expert".

Agencia Estado,

05 Março 2002 | 19h36

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.