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Equipamentos nos Jogos 'conversarão' com celular

Aplicativos especiais ajudarão time brasileiro a treinar melhor

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Gustavo Zucchi,
Especial para O Estado de S. Paulo

23 Março 2016 | 10h00

Criar um espaço comum em uma Olimpíada não é fácil. São milhares de atletas em 42 esportes diferentes, cada um com um treino específico a ser comprido para chegar 100% na competição. O Rio tem um agravante, com a expectativa de recorde de países participantes (cerca de 206, contra 204 de Londres 2012). Por isso os equipamentos do ginásio na Vila Olímpica vão "conversar" individualmente com cada atleta, por meio dos celulares. Trata-se de um software que se conecta com os dispositivos móveis dos atletas para buscar informações dos treinos e transferir o desempenho de cada esportista após os exercícios, como forma de avaliação.

Chamado Mywellness Cloud, o app foi lançado em 2012.  O aplicativo, disponível tanto para os sistemas Android quando para o iOS, estará totalmente integrado com os equipamentos do principal centro de treinamento (que terá aproximadamente 2.000 metros quadrados) na Vila olímpica, Barra da Tijuca - aberto a todos os atletas que participam dos Jogos. "Ele é um sistema onde o gestor da academia consegue medir especificamente como está o desempenho do seu 'aluno', o andamento dos atletas ao longo do período de exercício. A avaliação é constante. O atleta também consegue, por meio do seu dispositivo móvel, medir como está sua evolução", explica Allyson Faria, gerente de Marketing da Technogym no Brasil, empresa que irá fornecer cerca de mil equipamentos para a Olimpíada e que trabalha junto com o Comitê Olímpico Internacional (COI) desde Sydney 2000. 

Todos os aparelhos estarão equipados com o Mywellness Cloud. "Com essas informações, poderemos medir como está o desempenho dos atletas dentro da Olimpíada. Poderemos fazer algum estudo mais específico, claro, não expondo os esportistas individualmente", diz Allyson. "Basta você aproximar seu celular, para conectar o equipamento, no caso de um sistema Android, ou caso seja um celular da Apple, escanear o CR Code", afirma o gerente da Technogym. 

NOVIDADES

Dentre os equipamentos que estarão à disposição dos atletas no Rio de Janeiro, duas novidades que a Technogym ainda não levou para nenhuma Olimpíada: a primeira é a Group Cycle, uma bicicleta ergométrica que traz como diferencial alguns ajustes específicos, como no guidão e no selim; e o Skill Mill, uma esteira não motorizada, curva e que tem um trabalho diferenciado para o atleta de alto desempenho, já que funciona de acordo com a performance de quem está correndo.

"Todas as indústrias, independentemente de fitness ou não, têm migrado para a tecnologia. A fitness tem estado mais lento nessa absorção de mundo mais tecnológico. Isso é dado de mercado. E eles estão querendo mais informações de como ficar mais conectado e como ter mais informações em qualquer hora e lugar", diz Allyson Faria."O principal desafio é montar um centro de academia com cerca de mil equipamentos conectados e melhorando o rendimento dos atletas."

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