Espanha tem segunda chance no basquete contra os EUA

Seleção europeia perdeu o ouro em Pequim para os americanos; missão neste domingo é ainda mais difícil

Alessandro Lucchetti - Enviado especial, O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2012 | 03h07

LONDRES - A Espanha tem hoje, a partir das 11 horas, a segunda chance de derrotar uma equipe norte-americana formada por jogadores da NBA numa final olímpica. Há quatro anos, a turma de Pau Gasol, Marc Gasol, Navarro, Calderón e Rudy Fernandez lutou bravamente, mas não conseguiu resistir ao poderio físico e técnico da equipe comandada pelo técnico Mike Krzyzewski, o Coach K.

Quatro anos mais velhos e com um lastro ainda maior de experiência, os espanhóis batalharão pela utopia. Pau Gasol julga-se um afortunado por ter a chance, ainda que pequena, de pendurar o ouro no peito. "Sem dúvida alguma, nosso caminho até a final foi mais difícil em Londres do que em Pequim. Há quatro anos, estávamos em melhor forma física, era mais fácil dar combate. Mas temos de valorizar esta oportunidade", afirmou. "Em 2008 tivemos nossas chances, foi uma partida muito disputada, um jogo emocional. Os Estados Unidos são poderosos, é difícil batê-los. Poucos podem competir com eles numa decisão. Somos afortunados", comentou.

Do alto de seus 2,14 metros, Gasol, aos 32 anos, até admite que sua equipe, que sofre menos pressão por ser a desafiante, poderá jogar mais relaxada hoje. Mas isso está longe de significar pouca luta. "Nunca abandonamos, nunca jogamos a toalha."

Se os Estados Unidos, há quatro anos, superaram os espanhóis, qual é a chance dos ibéricos contra uma versão melhorada do time que se consagrou em Pequim? O armador Chris Paul avalia que, individualmente, cada atleta evoluiu. "É difícil acreditar que Kobe Bryant e LeBron James possam estar melhores, porque já jogaram muito bem em 2008, mas estão. Não só eles, todos nós somos melhores jogadores do que fomos. Temos mais arremessadores de longa distância, estamos em melhor forma física, e o time realmente joga como um time, está entrosado."

Kevin Durant não deixa de enaltecer os méritos espanhóis. "A Espanha é um time inacreditavelmente bom. São bem treinados e seus pivôs têm múltiplas habilidades: correm, pontuam e dão tocos."

A Espanha, além de resultados excelentes nos anos recentes, tem uma história olímpica de destaque na modalidade. Em 1984, nos Jogos de Los Angeles, obteve a prata, superada por um time de universitários norte-americanos. Um desses estudantes era um certo Michael Jordan, na versão com cabelo. Em 1980, a Espanha foi bronze, atrás das seleções da Iugoslávia e Itália.

Luta pelo bronze. Ainda hoje, um grande jogador se despede da seleção argentina. Emanuel Ginóbili vestirá pela última vez a camisa que o mundo do basquete aprendeu a respeitar. Às 7h (de Brasília), a Argentina batalha com a Rússia na disputa da medalha de bronze.

O ala-armador de 35 anos e 1,96m estreou no time adulto da Argentina já numa grande competição: o Mundial de 1998, em Atenas. Seis anos depois, na mesma capital grega, teria sua maior glória, a medalha de ouro olímpica. Na semifinal, os argentinos derrotaram os Estados Unidos, representados por jogadores da NBA. Na decisão, Manu e seus companheiros superaram a Itália. Os fãs do basquete ainda terão oportunidade de continuar a apreciar o talento do ala canhoto do San Antonio Spurs.

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