Ex-boxeador Floyd Patterson morre nos EUA, aos 71 anos

O ex-boxeador norte-americano Floyd Patterson, o primeiro lutador entre os pesos pesados a recuperar um título mundial depois de perdê-lo nos ringues, morreu nesta quinta-feira, aos 71 anos, em Nova York, vítima de câncer na próstata e de mal de Alzheimer. Patterson apareceu pela primeira vez para o mundo do boxe em 1952, quando conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Helsinque na categoria médio. Quatro anos mais tarde, já entre os pesados, tornou-se o mais jovem campeão mundial nesse peso - tinha 21 anos - ao nocautear Archie Moore no quinto assalto. Era treinado por Cus D´Amato, o mesmo homem que três décadas mais tarde moldaria a carreira de Mike Tyson. Seu reinado durou três anos. Em 1959, foi nocauteado por Ingemar Johansson numa luta que entrou para a história: Patterson foi derrubado sete vezes no mesmo assalto, o terceiro. "Disseram que eu era o lutar que mais tinha sido derrubado, mas fui também o que mais se levantou", diria, anos mais tarde. No ano seguinte, Patterson voltou a fazer história ao derrotar Johansson na revanche e recuperar o cinturão. Mas, em 1962 perderia o título novamente, nocauteado no primeiro assalto por Sonny Liston, para quem perderia mais uma vez, em 1963, novamente no round inicial. Patterson lutaria mais duas vezes pelo título mundial, sem sucesso, contra Mohammad Ali, em 1965, e Jimmy Ellis, em 1968. Encerrou a carreira em 1972 com um cartel de 55 vitórias, sendo 40 por nocaute, um empate e oito derrotas - cinco por nocaute. Em 1991, Patterson entrou para o Hall da Fama do boxe. Em duas ocasiões, ocupou o cargo equivalente a secretário de Esportes do Estado de Nova York. Nascido numa família pobre, com 10 irmãos, Patterson foi mandado para um internato na infância, e encontrou no esporte a alternativa para fugir da pobreza. "Se não fosse o boxe, certamente eu estaria atrás das grades ou morto", disse, numa entrevista em 1998.

Agencia Estado,

11 Maio 2006 | 14h52

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