Adrian Dennis/AFP
Adrian Dennis/AFP

Facebook e Twitter estão de olho no mercado de transmissões ao vivo

Principais redes sociais têm parcerias com ligas e clubes de diversas modalidades

Renan Fernandes, O Estado de

14 Março 2017 | 07h00

Duas das principais redes sociais do mundo, o Twitter e o Facebook estão acompanhando de perto o mercado de transmissões de esporte ao vivo na internet e trabalham em parcerias com ligas e clubes de diversas modalidades para disponibilizarem cada vez mais conteúdo neste formato para seus usuários.

"Entendemos que o ambiente ainda tem muito potencial e oportunidades para ser explorado, sobretudo nos eventos esportivos, que compuseram 52% das transmissões ao vivo da nossa plataforma no mundo no quarto trimestre de 2016. Percebemos que o público das transmissões no Twitter é composto por 75% de pessoas com menos de 34 anos, que consomem conteúdo em dispositivos móveis", conta Luan Knaya, diretor de esportes do Twitter Brasil, ao Estado.

A empresa deu os primeiros passos neste formato transmissão com o tênis, no tradicional torneio de Wimbledon, em 2016. Depois disso, fechou um contrato pelos direitos digitais dos jogos de quinta-feira da NFL (liga de futebol americano) e vem trabalhando em outros projetos. "Muitos dos nossos acordos globais com ligas e equipes se estendem também ao Brasil, como é o caso da NFL, PGA (golfe) e NBA (basquete)", explica Knaya. "As ligas e equipes locais são parceiras do Twitter e podem usar a transmissão de jogos na plataforma se esse for um objetivo comum entre as partes."

A entrada destas grandes empresas no mercado pode, indiretamente, ajudar também no combate à pirataria de sites que fazem reprodução ilegal de streaming. "Acreditamos que quando o usuário tem a oportunidade de consumir um conteúdo de qualidade literalmente na palma da mão, ele vai escolher os meios legais. E dentro da área de parcerias, o nosso foco é em cada vez mais oferecer conteúdos de muito interesse (premium) e muita qualidade para público adequado", reforça Luan Knaya.

Indo na direção de parcerias, a Liga Mundial de Surfe (WSL, em inglês) confirmou na última semana um acordo com o Facebook para a transmissão de todas as etapas da elite da categoria, masculino e feminino, e os eventos de ondas gigantes, o Big Wave Tour (BWT). Ao todo, serão mais de 800 horas de conteúdo ao vivo em 2017.

O surfe ajuda a entender a dificuldade que alguns esportes encontram para entrarem na grade da televisão tradicional.

“Os eventos da Liga Mundial de Surfe, por exemplo, começam sempre que as ondas acontecem e, dessa maneira, os horários de transmissão podem ser imprevisíveis. No Facebook, a WSL vai possibilitar que as pessoas possam acompanhar cada um desses momentos conforme eles acontecem, em tempo real, não importa onde estejam”, explica o líder de parceria de esporte do Facebook para a América Latina Felipe Kozlowski.

Além das modalidades, os grandes canais de televisão, ou ‘produtores de conteúdo’, como classifica a empresa, também são beneficiados com a divulgação através das redes sociais. “Experiências iniciais com esses eventos no Facebook têm trazido grandes resultados para os fãs, radiodifusores e detentores de direitos. Pessoas de todo o mundo estão se conectando a jogos, que vão desde o futebol ao tênis de mesa, enquanto emissoras e detentores de direitos estão alcançando novas audiências e experimentando com produções interativas, sociais e mobile-first”.

Durante os Jogos Olímpicos, o Facebook fez acordos com ESPN Brasil, Fox Sports Brasil, TYC Argentina, Claro Sports, ESPN LATAM, TVN Chile para exibição dos bastidores da competição, fazendo de seus perfis na internet complemento à programação.

“Com mais de 650 milhões de fãs de esportes, o Facebook é o maior estádio do mundo. Para se ter uma ideia da conversa esportiva na plataforma, eventos como os Jogos Olímpicos e o Super Bowl estão entre os 10 assuntos mais falados globalmente no Facebook em 2016. Os Jogos Olímpicos do Rio, por exemplo, foram os mais sociais da história, com 277 milhões de pessoas gerando 1,5 bilhão de interações no Facebook”, completa Kozlowski.

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