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Federação de Handebol impede homenagem a movimento LGBT

Tobias Karlsson atuava com a braçadeira nas cores do arco-íris

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Estadão Conteúdo

15 Janeiro 2016 | 13h40

A Federação Sueca de Handebol (SHF) impediu que o capitão seleção nacional continue homenageando o movimento LGBT nas partidas do país. Tobias Karlsson vinha atuando com a braçadeira com as cores do arco-íris, símbolo de apoio a lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros, mas a entidade proibiu.

Karlsson atuou com a braçadeira nas partidas preparatórias da Suécia para a Eurocopa deste ano, na Polônia, mas a federação informou que o impediu de utilizá-la no torneio porque ela conta com outras cores que não o azul e amarelo presentes na bandeira do país. "A faixa de capitão é considerada parte do equipamento e, por isso, deve estar uniforme. Deve ser só de uma cor ou das cores nacionais da equipe."

Medalha de prata com a Suécia nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, Karlsson foi embaixador dos Jogos Europeus LGBT no ano passado. Além dele, Bjarthe Myrhol e Gudjon Valur Sigurdsson, capitães da Noruega e da Islândia, respectivamente, utilizam a faixa com as cores do arco-íris. O sueco lamentou a decisão da federação de seu país.

"Eu acho triste que a federação nos proíba de mostrar que apoiamos os termos da liberdade, compaixão e igualdade", declarou ao site da própria entidade. "O fato de haver outras pessoas que apreciaram a braçadeira e quiseram usá-la mostra ainda mais que é uma mensagem importante."

Até o técnico da seleção, Lasse Tjernberg, se mostrou favorável à atitude de Karlsson, mas preferiu não atacar a entidade. "Para nós, era óbvio apoiar Tobias em seu desejo de usar a braçadeira. A federação tem a atitude de que todas as pessoas são iguais, não importando o gênero, a origem étnica, a sexualidade ou religião. Estamos abertos para receber todo mundo."

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