Daniel Teixeira/AE
Daniel Teixeira/AE

Fifa quer pelo menos 80 voos extras em dias de jogos da Copa

Estudo indica ser quantidade ideal para suprir demanda; cidades terão de dispor de 7,7 mil quartos

Eduardo Bresciani e Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

03 Abril 2012 | 03h06

BRASÍLIA E GENEBRA - A Fifa quer pelo menos 80 voos extras em dias de jogos da Copa do Mundo de 2014. A recomendação faz parte de um documento, ao qual o Estado teve acesso, que trata dos aspectos turísticos do evento que ocorrerá daqui a pouco mais de dois anos. O trabalho traz ainda a estimativa de que cada uma das 12 cidades-sede da competição deve ter pelo menos 7,7 mil quartos para atender à demanda esperada de torcedores nacionais e estrangeiros.

As recomendações são maiores de acordo com a capacidade dos estádios. O ministério do Esporte disse não ter recebido qualquer exigência oficial da entidade promotora da Copa em relação a voos e hospedagem.

O cálculo feito pela Fifa para estimar a necessidade de transporte aéreo leva em conta a capacidade da arena. Pelo estudo da entidade, é preciso ter condições para deslocar 20% do total de espectadores que ela comporta. Por exemplo, em um estádio para 40 mil pessoas, o mínimo permitido no Mundial, é preciso atender a 8 mil pessoas nas dez horas anteriores e posteriores ao jogo. Contando com uma média de 200 assentos por avião é que a entidade chega ao número de 80 novos voos.

Aplicando-se os números ao maior estádio da Copa, o Maracanã, chega-se a uma recomendação de 152 voos extras para atender à demanda em cada um dos sete jogos que ocorrerão no Rio de Janeiro. Em relação à parte aeroportuária, o trabalho não trata de aspectos pontuais, como a maior demanda por jogos de seleções de países vizinhos, por exemplo.

O material traz números também sobre a capacidade hoteleira das cidades. A entidade estima que para cada partida há um deslocamento de quatro a seis mil torcedores. Como alguns ficam fixos em uma das sedes, a Fifa calcula que o pico de ocupação em dias de jogos deve chegar a 7,7 mil quartos.

Para a cerimônia de abertura, que será realizada na Arena de Itaquera, em São Paulo, estima-se a necessidade em 15,4 mil e, na final, que será disputada no Maracanã, no Rio de Janeiro, esta expectativa salta para 25 mil quartos. Isso sem contar os 4 mil aposentos que são considerados necessários para atender ao centro de imprensa, que também ficará na capital fluminense.

ESTRUTURAS TEMPORÁRIAS 

O estudo da Fifa defende a adoção de estruturas de controles de passaporte temporários em aeroportos e de se adequar a infraestrutura dos terminais durante o evento. Há, ainda, preocupação com a mobilidade urbana, com a sugestão de um sistema de transporte público específico para os dias de jogos, além da utilização integrada das estruturas de ônibus, trens e metros já existentes.

A entidade reconhece que os números do estudo são sujeitos a algumas variações, como a localização da cidade e a capacidade logística da região. Também são considerados como fatores capazes de mudar essa equação os atrativos turísticos de cada cidade e o desempenho das seleções que jogarão em seus estádios.

A apresentação da Fifa traz ainda números positivos sobre a avaliação feita pelos torcedores que estiveram na Alemanha em 2006 e na África do Sul em 2010. No país europeu, 88% dos visitantes recomendariam a amigos uma visita, enquanto na África do Sul os turistas saíram com melhores impressões sobre segurança pública e economia.

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