Emilio Morenatti/AP
Emilio Morenatti/AP

'Foi a maratona em que mais sofri', lamenta Marilson

Atleta se decepciona com 5.º colocação, mas exalta sua força de vontade e entrega durante a prova

AE, Agência Estado

12 Agosto 2012 | 09h58

Depois de terminar em quinto lugar na maratona da Olimpíada de Londres, Marilson Gomes dos Santos não escondeu a decepção por ter ficado perto da briga por medalhas, neste domingo, mas não conseguido subir ao pódio para o Brasil. Após o final da prova de 42,195 quilômetros, o atleta admitiu que precisou fazer um esforço único em sua carreira para chegar até o fim lutando pelas primeiras posições.

"Tentei até o final, acreditei até o fim, Essa foi a maratona em que eu mais sofri na minha vida", admitiu o maratonista, em entrevista ao SporTV, na qual depois admitiu que esperava ter um desempenho melhor neste domingo. "Consegui o quinto lugar. É lógico que eu queria ter saído com uma medalha daqui, mas eu sofri muito. Corri muitas provas já de maratona pelo mundo, e nunca tive tanta raça quanto eu tive aqui. Hoje sofri até o final, lutei pela medalha, pena que não deu", completou.

Marilson ainda destacou que esse tipo de disputa exige "muita força de vontade, muita força física e muita força mental" e reconheceu que ela é quase sempre dominada pelos corredores africanos, maiores especialistas em provas de fundo no atletismo mundial. "Fico triste por não ter conseguido uma medalha, mas essa é a cara da maratona, que tem domínio africano", finalizou.

E, se Marilson não escondeu a frustração por não ter conseguido uma medalha, o brasileiro Paulo Roberto Almeida festejou muito a sua oitava colocação e se emocionou muito ao comentar o seu desempenho. "Quero agradecer muito a Deus. Não consegui fazer a minha melhor marca, mas mesmo assim consegui ficar entre os dez para estar representando bem o meu país", disse, aos prantos, o maratonista.

Em seguida, Paulo enfatizou que tinha a expectativa de obter um tempo pelo menos dois minutos mais rápido do que as 2h12min17 que obteve neste domingo, mas evitou lamentar o seu desempenho. "Esperava correr em duas horas e dez minutos, mas dei o meu melhor. Só tenho que agradecer minha mãe, meu pai e principalmente minha esposa. Tudo que estou colhendo aqui é devido à ela me apoiar", acrescentou.  

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