Frio e gelo alteraram a rota de Klink

As severas condições de frio e gelo que encontrou no caminho da ilha no Mar de Bellingshausen, na Antártica, foram responsáveis pela mudança de planos do velejador Amyr Klink e não problemas com o Paratii 2. O veleiro, que levou cinco anos para ser concluído, desde a fase de projeto, está em testes. Com o barco, Amyr planeja chegar à China, via Pólo Norte, em uma viagem tripulada. Segundo Marina Klink, mulher do navegador, as informações de que Amyr desistiu do roteiro inicial por causa de quebras no motor do Paratii 2 "são equivocadas", embora veiculada por um patrocinador. O navegador, inclusive, já decidiu que apenas ele informará sobre a expedição a partir de agora. Marina disse que Amyr ficou aborrecido com as informações que permitiam interpretar que o Paratii tem problemas técnicos. "Ele não seguiu para o Mar de Bellingshausen porque está tudo congelado. Ele iria ficar preso no gelo. Não foi por causa de nenhuma quebra do barco e ele também não desistiu de nada", afirmou Marina. Segundo informações oficiais, confirmadas pelo site do navegador (www.amyrklink.com.br) o Paratii 2 foi até o sul da Baía Margarida, tomou o rumo oeste, mas encontrou o mar coberto por gelo, o que dificultou o funcionamento do sistema de refrigeração dos motores. Após "uma checagem do problema de refrigeração", Amyr decidiu rumar, com sua tripulação (Marcos Hurodovich, José Fernandes, Fabio Tozzi, um cinegrafista e um fotógrafo) para a Geórgia do Sul, ilha da Antártica, ponto de partida e de chegada da expedição Mar Sem Fim, há dois anos. O Paratii 2 deve retornar ao Brasil em maio. Como essa é uma viagem de testes, Marina observa que todos os reparos necessários serão feitos no Paratii 2, na volta, uma vez que Viagem à China, em 2003, é o objetivo principal.

Agencia Estado,

15 Março 2002 | 19h20

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