Futebol cortado da Olimpíada em 1932

'Exclusão injusta' foi o título do artigo publicado pelo 'Estado 'em 1928, quando comitê organizador anunciou a possibilidade de cortar o futebol

Rose Saconi, O Estado de S.Paulo

25 Julho 2012 | 03h03

SÃO PAULO - Na estreia da Olimpíada da era moderna, em 1896, em Atenas, o futebol ainda era uma novidade no mundo esportivo. A modalidade recém-criada teve apenas partidas de demonstração naqueles Jogos. Já em 1900, em Paris, houve disputa, mas com três equipes - as seleções da França e da Bélgica e o Upton Park, de Londres. Os britânicos ficaram com o ouro. Desde então, nos Jogos seguintes, o futebol só ficou fora em Los Angeles, em 1932.

"Exclusão injusta" foi o título do artigo publicado pelo Estado em 1928, na época que o comitê organizador anunciou a possibilidade de cortar o futebol e o tênis dos Jogos. No texto, uma análise do Barão de Coubertin, idealizador da Olimpíada e presidente do COI de 1896 a 1925. Enaltecendo e contemplando a beleza e os méritos do futebol, disse o barão, "a realeza do futebol basea-se sobre a combinação que exige, em doses quasi iguaes, de coragem, de attenção e de abnegação individuaes (…) Os que só conhecem o futebol como espectadores não fazem uma pallida idéa do esforço intellectual a cujo preço deve ser alcançado o seu mais alto grau de perfeição".

Barão de Coubertin. Apaixonado por esporte, Pierre de Frédy, nome do barão, percorreu a Europa em 1892 em busca de aliados para a realização da Olimpíada, interrompida em 393 d.C, pelo imperador cristão Teodósio, que a considerava uma festa pagã, "símbolo da decadência moral de um mundo a caminhar para a perdição...". Com seu prestígio de nobre e influências que a sua posição social favorecia, o barão conseguiu recolocar o esporte na órbita internacional em 1896.

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