Futsal brasileiro estréia nos Jogos

Confirmar sua hegemonia na América do Sul e dar seqüência ao trabalho de renovação são as principais metas da seleção brasileira de futsal, que estréia nesta terça-feira nos Jogos Sul-Americanos, contra a Bolívia, às 21h, no Ginásio Algodão (Complexo Esportivo Miécimo da Silva), em Campo Grande, zona oeste. A participação do futsal nos Jogos Sul-Americanos também é vista pelos atletas como uma oportunidade de ajudar a modalidade em sua pretensão de ser tornar olímpica. O Comitê Olímpico Internacional (COI) estuda a possibilidade de o futsal ser incluído nos Jogos de Atenas, em 2004. A principal motivação dos jogadores em busca da medalha de ouro é a de recuperar o prestígio perdido com a derrota para a Espanha, no Mundial da categoria, na Guatemala, em 2000. Pela primeira vez, depois da traumática perda do título para os espanhóis, alguns atletas admitiram que o episódio provocou uma série de mudanças na equipe, inclusive, em sua mentalidade. Se o time do Brasil era considerado invencível, o episódio mostrou uma nova realidade aos jogadores. "Temos que ter a humildade e reconhecer que precisamos aprender com o futsal espanhol, principalmente, quanto a sua organização", disse o ala Manoel Tobias, o astro do time. "Precisamos respeitar mais ainda nossos adversários nesta competição e dar a volta por cima em 2004 (data do próximo Mundial de futsal)." Bolivianos marcadores - Sobre a Bolívia, a principal preocupação do técnico da seleção brasileira, Fernando Ferretti, é o sistema de marcação do adversário de estréia. O treinador destacou que os bolivianos possuem um forte esquema defensivo, além de terem tido um bom desempenho no Mundial da Guatemala. Lavoisier, Euler, Manoel Tobias, Vinícius e Índio formam o time de estréia do Brasil. Para Ferretti, os favoritos para terminarem na primeira colocação são Brasil, Argentina e Paraguai. O treinador lembrou que os paraguaios são uma força do esporte mas, desde a vitória sobre os brasileiros no Mundial da Austrália, em 1988, sofreram mudanças na organização de seu futsal, com a criação de três federações para dirigirem a modalidade, que ocasionaram um retrocesso. Paralelo à estréia brasileira, o pivô Fernando Gomes Leitão, vestirá pela primeira vez a camisa da equipe. O jogador tem 21 anos e foi um dos destaques da temporada atuando pela equipe W@y TV/Minas. "O frio na barriga sempre existe, mas vou fazer o possível para ajudar", disse. Lenísio ausente - Ao mesmo tempo em que informou o fim do veto à convocação de atletas que atuam por clubes estrangeiros, Ferretti explicou os motivos para novamente não chamar o pivô Lenísio, artilheiro e melhor jogador da última temporada brasileira. De acordo com o treinador, o atleta pediu para ser deixado de fora da seleção e alegou motivos particulares.

Agencia Estado,

05 Agosto 2002 | 18h55

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