Ganso começa a deixar diretoria do São Paulo ansiosa

Dirigentes acreditam na recuperação do meia, mas informalmente admitem que esperavam uma evolução maior

FERNANDO FARO, O Estado de S.Paulo

26 Fevereiro 2013 | 02h07

SÃO PAULO - Principal candidato a perder o lugar na equipe do São Paulo para o jogo contra o The Strongest na quinta-feira, Ganso pode até não voltar para a reserva, mas ainda estará longe de convencer a diretoria de que o esforço para tirá-lo do Santos valeu a pena. Contratado por quase R$24 milhões, o consenso é de que Ganso até agora não fez valer o investimento e algumas pessoas de dentro do clube começam a questionar a demora do atleta em pelo menos ser mais participativo nos jogos. É verdade que nos 45 minutos que atuou diante do Linense ele mostrou mais disposição, mas não se destacou e ainda viu Jadson ter mais uma grande atuação.

Ao menos, por enquanto, a opinião corrente no Morumbi é de que Ganso não é um fiasco e que ele apenas precisa de tempo para se adaptar ao novo clube.

O planejamento em torno da recuperação da lesão no músculo reto femoral da coxa esquerda foi seguido à risca e embora não admitam publicamente, os dirigentes esperavam que o meia ao menos se apresentasse com um pouco mais de consistência e uma postura mais decidida, algo que ainda não aconteceu.

O único a se manifestar publicamente sobre o assunto foi o presidente Juvenal Juvêncio, que há algumas semanas disse "ainda não estar animado" com o desempenho do camisa 8, mas deixou claro que confia na sua recuperação. De lá para cá sua opinião permanece a mesma; Ganso precisa mostrar mais. Juvenal era inicialmente refratário à contratação, mas acabou convencido pelo diretor de futebol, Adalberto Baptista, de que o negócio seria bom porque o atleta chegaria ao Morumbi motivado a retomar seu melhor jogo e recuperar o espaço seleção.

Existe enorme expectativa também por parte da DIS, que ajudou a colocar o jogador no São Paulo e espera pelo retorno. Representantes da empresa mantém contato com os diretores e as partes mantém o otimismo. "O Ganso sempre demorou para engrenar no início de temporada, mesmo no Santos. A diferença é que agora ele não tem lugar cativo e vai precisar ralar para jogar. Será bom para ele entender que não é a última bolacha do pacote", analisou um membro da DIS ao Estado.

E no epicentro dos interesses está Ney Franco. O treinador é pressionado pela torcida que quer ver o meia em campo e sabe que dentro do clube não são poucas as vozes que acham que ele precisa de uma sequência longa para finalmente se firmar. Até aqui, no entanto, tem resistido. "Ele é um ótimo jogador, não é um abacaxi para eu descascar".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.