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Goleiro do Brasil de handebol é alvo de racismo na Espanha

César Augusto Oliveira de Almeida, o Bombom, é xingado por torcedores do Ángel Ximénez Puente Genil

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Estadão Conteúdo

09 Fevereiro 2016 | 18h59

O goleiro da seleção brasileira masculina de handebol, César Augusto Oliveira de Almeida, mais conhecido como Bombom, voltou a ser alvo de ofensas racistas. No fim de semana, ele foi xingado por torcedores do Ángel Ximénez Puente Genil quando defendia o seu time, o Fraikin BM. Granollers, fora de casa, em jogo do campeonato local.

As ofensas que vinham das arquibancadas chegaram a interromper a partida por alguns minutos. O episódio causou revolta na Associação de Clubes Espanhóis de Handebol (Asobal, na sigla em espanhol), que reprovou a torcida do Puente Genil, em comunicado oficial.

"A Asobal gostaria de destacar a forte condenação e categoria rejeição a qualquer forma de discriminação em competições, seja por motivos de raça, religião, sexo, orientação sexual ou de qualquer outra forma", declarou a entidade.

A diretoria do clube Ángel Ximénez Puente Genil também repudiou o episódio. "O corpo diretivo do Ángel Ximénez Puente Genil lamenta o episódio vivido sábado passado durante a partida contra o Fraikin BM. Granollers. O clube pede desculpas a César Augusto Oliveira de Almeida. Compreendemos sua indignação diante deste tipo de comportamento, os quais condenamos de maneira enérgica." O clube prometeu proibir a entrada do torcedor nas próximas partidas da equipe.

Não é a primeira vez que o goleiro da seleção, campeão pan-americano em 2015, sofre com preconceito racial. Há dois anos, ele também foi ofendido pela torcida rival durante um jogo da liga local. Na época, defendia o BM Guadalajara, que disputa a mesma competição.

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