Greves em arenas da Copa já chegam a 16

Até agora, apenas três obras não enfrentaram paralisações de operários: Itaquerão, Beira-Rio e Arena da Baixada

ALMIR LEITE, O Estado de S.Paulo

13 Abril 2012 | 03h07

No mês de fevereiro, algumas centrais sindicais começaram a trabalhar a hipótese de realização de uma greve geral nas obras das arenas da Copa do Mundo. A ideia era fazer a paralisação do meio do mês de março, durante visita de representantes da Fifa ao Brasil. Joseph Blatter, o presidente da entidade, de fato veio, mas a greve geral não ocorreu. No entanto, interrupções das atividades no "varejo'' estão sendo observadas com atenção pela Fifa e pelo Comitê Organizador Local (COL). A preocupação é que essas greves, a princípio esporádicas, façam parte de um movimento articulado.

As três greves mais recentes, duas ainda em andamento (leia ao lado), somam a outras 13 que já ocorreram desde o início das obras. Das 16 paralisações em obras de arenas da Copa registradas até agora - algumas foram paralisadas mais de uma vez -, só escaparam, curiosamente, apenas os três estádios definidos como particulares que serão utilizados no Mundial - Itaquerão (Corinthians), Beira-Rio (Internacional) e Arena da Baixada (Atlético Paranaense).

O Maracanã, em contrapartida, já viveu a situação duas vezes, ambas no ano passado, num total de 24 dias de paralisação. Em agosto, após um trabalhador se ferir, foram cinco dias de braços cruzados, por melhores condições de segurança, entre outras reivindicações. No mês seguinte, sob a alegação de descumprimento do acordo feito para a retomada dos trabalhos, mais 19 dias parados - o maior período de uma greve em obras da Copa até agora.

A campeã de paralisações é a Arena Pernambuco, que teve interrupção dos trabalhos em outubro passado (24 horas), em novembro e em janeiro deste ano.

A primeira greve em uma obra da Copa ocorreu na Arena Pantanal, em março do ano passado. Foi uma paralisação relâmpago por aumento de salário. Também foi rápida (um dia) e pelo mesmo motivo, a paralisação no Castelão ocorrida em junho. O estádio cearense, portanto, enfrenta agora sua segunda greve, assim como a Fonte Nova, que em fevereiro parou por três dias.

O Mineirão também já conviveu com duas greves, ambas no ano passado, num total de 10 dias sem trabalho. Este também foi o período da paralisação no Nacional Mané Garrincha, em Brasília, ocorrida em outubro.

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