Werther Santana/AE
Werther Santana/AE

Judocas chegam ao Brasil e tentam assimilar conquista em Olimpíada

Sarah Meneses, Felipe Kitadai, Mayra Aguiar e Rafael Silva desembarcaram no País hoje

Valéria Zukeran, O Estado de S.Paulo

05 Agosto 2012 | 11h38

SÃO PAULO - Já estão em solo brasileiro os judocas medalhistas da Olimpíada de Londres. Sarah Meneses, Felipe Kitadai, Mayra Aguiar e Rafael Silva chegaram neste domingo e ainda estão tentando assimilar o impacto de suas respectivas conquistas.

Sarah, medalha de ouro na categoria ligeiro (até 48kg), ainda tenta se acostumar com a notoriedade conquistada após ganhar a única medalha de ouro olímpica brasileira até o momento. Ela disse que não vê a hora de chegar em casa. "Quero ir para o Piauí comemorar com todo mundo que participou dessa minha conquista: minha família, meus amigos, meus técnicos, as pessoas com quem eu treino". Sua chegada em Teresina deve ocorrer tarde desta segunda-feira.

A judoca ressaltou ainda que competiu bastante tranquila e ressaltou o trabalho psicológico feito durante o ciclo olímpico. "Quando estou nervosa não consigo bom resultado na competição", explicou a atleta.

Rafael, chamado pelos colegas de Baby, falou de um sonho que espera ver realizado em breve. "A primeira coisa que pensei é que no Projeto Futuro, onde treino, temos fotos de todos os medalhistas olímpicos no ginásio e agora minha foto vai estar lá junto com a do Kitadai", disse o atleta, bronze na categoria pesado (acima de 100kg). "Agora sou Rafael Silva, medalhista olímpico, e tenho muito orgulho de ter este novo sobrenome."

Famoso não só pela medalha, mas também pelo fato de tê-la quebrado no banho, Kitadai já recebeu uma nova. "Mas ainda tomo banho com a medalha", brinca o atleta, bronze na categoria ligeiro (até 60kg), que pediu um prato especial em seu retorno ao Brasil. "Vamos ter feijoada, não é?", perguntou para Rafael, que concordou com o menu. "Como boa gaúcha prefiro churrasco", disse Mayra Aguiar, bronze na categoria meio pesado (até 78kg). "E quero ir para casa assim que possível", completou a atleta, que mora no Rio Grande do Sul.

Já a técnica da equipe feminina, Rosicléia Campos, se emocionou ao ser relembrada pela ex-judoca Daniele Zangrando sobre a trajetória de seu trabalho. Chorou e teve fazer um esforço para continuar a entrevista. Antes, porém, reclamou do tratamento que alguns atletas que não ganharam medalha receberam de torcedores e parte da imprensa. O supervisor técnico da Confederação Brasileira de Judô, (CBJ) Ney Wilson, ressaltou o papel de Tiago Camilo e Leandro Guilheiro. Segundo o dirigente, os dois, apesar de não terem voltado ao Brasil com medalha, colocaram à disposição dos colegas a experiência adquirida em outras olimpíadas e foram importantes para o sucesso do grupo.

Os judocas, além da medalhas, ganharão também remuneração. Patrocinador da equipe de Judô, o banco Bradesco ofereceu um prêmio de R$ 50 mil pelo ouro e R$ 10 mil pelo bronze, e a CBJ decidiu distribuir o mesmo valor entre os medalhistas, além de oferecer R$ 10 mil para quem conseguir o quinto lugar e R$ cinco mil para quem ficou em sétimo. Somadas a esta quantia, estão R$ 1 milhão distribuídos pela CBJ aos 14 atletas que se representaram o Brasil nos Jogos.

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