Londres cura feridas da guerra com festa olímpica

Capital britânica, que já havia recebido a edição de 1908, se esforçou para organizar o evento em meio a um cenário de racionamento de alimentos e dificuldade econômica do período pós-guerra

ROSE SACONI, O Estado de S.Paulo

27 Julho 2012 | 03h03

Após 12 anos de interrupção por causa da Segunda Guerra Mundial, coube a uma das cidades mais afetadas pelo conflito receber a 14.ª edição dos Jogos Olímpicos. A capital britânica, que já havia recebido a edição de 1908, se esforçou para organizar o evento em meio a um cenário de racionamento de alimentos e dificuldade econômica do período pós-guerra.

Mesmo assim, a cerimônia foi cercada por pompa e requintes da época. O emblemático estádio de Wembley foi palco da festa de abertura numa quinta-feira ensolarada. Cerca de 90 mil pessoas acompanharam o desfile dos 6 mil atletas representando 59 países.

O rei Jorge VI fez a abertura oficial e depois da salva de 21 tiros, foram soltos 7 mil pombos-correio.

"A tocha olímpica, trazida da Grécia numa viagem de 12 dias, deu entrada no estádio, conduzida por John W. Mark, eleito o atleta britânico que melhor representa a constituição do atletismo perfeito", descreveu o Estado em suas páginas.

Diferente das cerimônias de abertura recentes, que a cada edição evoluem na utilização de tecnologia, figurinos e shows impactantes, o tom do evento foi bem formal, com as equipes nacionais se apresentando em um engessado desfile ao estilo marcial.

Em oitavo lugar no desfile vinha a delegação do Brasil com 77 componentes vestindo casacos azuis e calças cinzas, com exceção dos militares que vestiam os uniformes do exército.

No dia da abertura dos Jogos de 1948, em Londres, haviam 80 mil ingressos à venda para as provas de atletismo, 12 mil para anatação e 15 mil para as lutas de boxe.

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