Memória: surge uma estrela olimpíca, Hortência, a maior cestinha do Brasil

Em 1977, em entrevista ao Estado, o então técnico Edson Bispo dos Santos falou com orgulho sobre ela

LIZ BATISTA, O Estado de S.Paulo

06 Agosto 2012 | 03h03

04.09.1977

A maior cestinha do basquete feminino brasileiro, Hortência, começou a jogar em 1974 e estreou na seleção brasileira em 1976, aos 16 anos. Acumulou momentos brilhantes em sua carreira, como a participação na Olimpíada de Atlanta/1996, quando a equipe conquistou a primeira medalha do basquete feminino.

Em 1977, em entrevista ao Estado, o então técnico e ex-jogador Edson Bispo dos Santos, falou com orgulho sobre ela: "Hortência, de 17 anos, é a maior revelação do basquete feminino nos últimos tempos, é uma menina que está treinando há um ano no Centro Olímpico Ibirapuera. Neste pouco tempo ela subiu assustadoramente de produção."

Em 1984, foi eleita na Pesquisa Estado 'Os melhores do Esporte' a melhor atleta do País: "O talento, a precisão nos arremessos e velocidade continuam fazendo de Hortência uma das melhores jogadoras do mundo", concluíram os jornalistas.

O sonho de disputar uma Olimpíada se concretizou em 1992. O Brasil, porém, ficou em sétimo lugar. Na edição seguinte, em Atlanta, a seleção só perdeu uma única vez, na final contra os EUA e finalmente a equipe de Hortência trouxe para o País a primeira medalha olímpica do basquete feminino. Sem Hortência, o basquete ainda ganhou bronze em 2000, na Austrália. Foi a segunda e última medalha do Brasil na modalidade.

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