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Morre aos 79 anos a australiana Betty Cuthbert, tetracampeã olímpica

Velocista foi medalha de ouro em quatro provas diferentes em Melbourne-1956 e Tóquio-1964

Estadão Conteúdo

07 Agosto 2017 | 09h42

Betty Cuthbert, única atleta campeã olímpica dos 100m, 200m e 400m, morreu neste domingo, em local próximo a Perth, na Austrália, seu país natal. A ex-velocista lutava contra a esclerose múltipla e estava com 79 anos de idade.

Na Olimpíada de Melbourne, em 1956, Cuthbert conquistou três medalhas de ouro, nas provas de 100m, 200m e do revezamento 4x100m. Foi a primeira australiana a conseguir o feito, e diante da torcida de seu país. Tinha, então, 18 anos de idade. Na edição seguinte dos Jogos Olímpicos, em Roma-1960, lesionou-se e não conquistou nenhuma medalha. Mas, em Tóquio-1964, conquistou sua quarta medalha, e a mesma foi de ouro ao vencer os 400m, com 26 anos.

Cuthbert recebeu o apelido de "garota dourada", e se tornou a primeira atleta da Austrália a ser eleita para o Hall da Fama da Associação das Federações Internacionais de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês). Na Olimpíada de 2000, em Sydney, foi uma das últimas pessoas a carregar a tocha olímpica, então quando já batalhava há 31 anos contra a esclerose múltipla, diagnosticada em 1969 e que depois a obrigou a passar a andar com o auxílio de uma cadeira de rodas.

Considerada uma lenda em seu país e da própria história do atletismo, Cuthbert foi homenageada com uma estátua de bronze colocada na porta do Melbourne Cricket Ground, estádio que foi o principal palco da Olimpíada de 1956 e ainda é uma das principais arenas do esporte australiano.

Após ter se lesionado durante a Olimpíada de 1960, Cuthbert ficou afastada das pistas por 18 meses, mas voltou de forma vitoriosa com o ouro nos Jogos de Tóquio e, ao longo de toda a sua carreira, a velocista cravou nove recordes mundiais em suas participações em competições na qual correu nas provas mais rápidas do atletismo.

A morte de Cuthbert vem sendo lamentada e comentada com grande repercussão na Austrália, sendo que a tetracampeã olímpica teve seus feitos em vida celebrados por atletas, personalidades da mídia e políticos.

O time olímpico australiano, por exemplo, relembrou em seu site vídeos das corridas em que Cuthbert conquistou as medalhas de ouros nos 100m e nos 200m durante os Jogos de 1956. Cathy Freeman, campeã dos 400m em Sydney, lembrou que a lendária atleta foi uma referência e que sua trajetória seguirá deixando um grande legado. "Esse é um dia muito triste. Betty é uma inspiração e sua história continuará a inspirar atletas australianos para as gerações que virão", afirmou.

Já John Coates, que é um dos vice-presidentes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e presidente o Comitê Olímpico Australiano, descreveu Cuthbert como "uma garota dourada das pistas e uma heroína nacional" e lembrou da grande força mental que a ex-velocista teve para conviver com a grave problema que a afetou por 48 anos.

"Betty combateu sua doença por muitos anos e mostrou uma tremenda coragem, mas o mais importante é que sempre conseguiu sorrir", ressaltou o dirigente.

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