Marcelo Sayao/EFE
Marcelo Sayao/EFE

Murilo terá a missão de liderar uma nova seleção brasileira

Com a aposentadoria de Giba, jogador surge como o líder da próxima geração do vôlei

O Estado de S.Paulo

13 Agosto 2012 | 03h07

LONDRES - Com a aposentadoria de Giba, Murilo, eleito o melhor jogador da Olimpíada, surge como o líder da nova geração. Ele já bateu duas vezes na trave nos Jogos - prata em 2008 e 2012 - e sabe que terá a missão de comandar um time renovado para 2016. "Eu sempre me espelhei no Giba, que foi o cara de 2004, mas não sei se dá para substituí-lo. Coincidentemente, temos a mesma altura e ocupar o lugar dele será uma grande responsabilidade", afirma, ressaltando que tem uma boa bagagem para isso.

Murilo já estava na seleção brasileira em 2004, mas acabou sendo cortado da lista final e não disputou a competição em Atenas, quando o Brasil faturou a medalha de ouro. Só que depois se firmou na equipe, virou titular e sabe que terá uma grande responsabilidade para os Jogos do Rio.

"Nós sempre somos cobrados e temos de ganhar sempre. Como a próxima Olimpíada é no Brasil, a expectativa aumenta ainda mais", acredita.

O jogador ficou desolado após a virada da Rússia, que tirou dele o lugar mais alto do pódio. Por isso mesmo, evita muitos planos para o futuro. "Não consigo pensar no ano que vem depois de tomar uma porrada dessas. Mas acho que precisamos honrar essa medalha de prata", diz.

No dia anterior, sua mulher Jaqueline foi bicampeã olímpica com a seleção feminina de vôlei. Ela foi até o ginásio ver a partida e Murilo revela que teve de contê-la ao final. "Eu fui falar com ela e senti que iria chorar. Acho que nós lutamos e tentamos até o fim. Apesar da prata, temos motivos para comemorar em casa." Ele brinca dizendo que Jaque tem duas medalhas de ouro na Olimpíada e ele tem duas pratas, mas no Mundial é invertido, com dois ouros para ele e duas pratas para ela. "Acho que a situação em casa está bem equilibrada, mas sei que uma medalha olímpica tem um peso maior."

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