Na esgrima, Renzo busca o pódio

O paulista Renzo Agresta era mais um admirador dos filmes de "lutas de espadas", até que pediu a seus pais que o matriculassem em um curso de esgrima, há cinco anos. Hoje, aos 17 anos, inicia a jornada por uma medalha de ouro nos Jogos Sul-Americanos, no sabre e por equipes, no Ginásio do Botafogo, no Rio. A jovem revelação despontou para o esporte com a inédita unificação dos títulos das três categorias (cadete, juvenil e adulto) da modalidade, nos Jogos Pan-Americanos de Esgrima, disputados no ano passado, em Porto Alegre. Na esgrima, o atleta pode competir nas três categorias, desde que não tenha ultrapassado a idade. Um cadete, deve ter entre 16 e 17 anos; um juvenil, entre 18 e 20; e um adulto, acima de 21. Agresta diz que o feito pan-americano serviu para motivá-lo a continuar no esporte, mas não escondeu que seu principal objetivo é o de se tornar um administrador de empresas. "É claro que gostaria de viver somente da esgrima, mas isso no Brasil não é possível. O esporte é amador e preciso ganhar a vida", lamentou o esgrimista, que está no 3.º ano colegial, estuda em tempo integral e treina das 18 às 21 horas. "Apesar de me apoiarem, meus pais sempre me lembram da necessidade de me formar." Atleta do Clube Paulistano, Agresta disse estar confiante no futuro da esgrima no Brasil. Apontou o País como a principal força Sul-Americana e criticou a falta de incentivos e reconhecimento público. Admitiu, no entanto, que os recursos recebidos pela modalidade nos últimos anos têm crescido. "O problema é que a esgrima não tem uma parte social. Você não consegue descobrir novos talentos em uma favela, porque não há um projeto neste sentido", disse Agresta. "A falta de um ídolo também nos prejudica. É só ver como o tênis passou a ser difundido, depois de aparecimento do Guga (Gustavo Kuerten)."

Agencia Estado,

02 Agosto 2002 | 20h20

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