Nicholas Santos vibra com recorde sul-americano: 'Foi mais rápido do que pensei'

Nadador superou Cesar Cielo e venceu o 50 m borboleta no Troféu Maria Lenk nesta sexta-feira

Estadão Conteúdo

05 Maio 2017 | 23h30

As atenções estavam todas voltadas para Cesar Cielo, de volta às competições oficiais após ficar afastado delas durante 11 meses e ter retornado a treinar forte apenas em fevereiro deste ano. Mas quem se sobressaiu na final da prova dos 50 metros borboleta do Troféu Maria Lenk, no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio, foi outro veterano das piscinas. Nicholas Santos, aos 37 anos, venceu com o tempo de 22s61 e obteve o novo recorde sul-americano.

 

A marca conquistada não é um recorde qualquer uma, visto que supera os 22s76 feitos por um campeão mundial da prova, o próprio concorrente Cesar Cielo, em abril de 2012, também no Parque Aquático Maria Lenk. Nesta sexta-feira, Cielo ficou em terceiro lugar na final.

 

"O objetivo principal era esse. Foi mais rápido ainda do que eu pensei. O que tem me motivado bastante é essa busca constante de quebrar meus recordes, meus resultados. Agora o degrau é outro, pensar nesse recorde mundial, 22s43. Quando a gente coloca uma meta, muitas vezes não dá certo, mas é super palpável quando a gente está treinando e vendo os resultados no dia-a-dia", disse Nicholas Santos.

 

"O 22s43 estava bem longe quando eu estava no 22s80. Agora já está bem próximo, mas tem uns ajustes que a gente precisa fazer ainda na prova. Estou com um treinador novo, o Felipe Domingues, que está me ajudando super bem. Essa motivação de quebrar meus recordes é o que me mantém ainda nas piscinas, apesar da minha idade", completou o nadador da Unisanta-SP.

 

As finais dos 400 metros medley tiveram Joanna Maranhão, da Unisanta, e Brandonn Almeida, do Corinthians-SP, como destaques. Com 4min38s63, ela venceu a disputa com meia piscina de distância para as demais competidoras e fez o 12.º tempo do mundo nesta temporada. Brandonn (4min13s06) também chegou com muita folga, mais de 10 segundos de dianteira, e fez a nona marca do ranking mundial da prova em 2017.

 

"A gente sempre quer mais. Eu vim de 4min12s em dezembro, então daí a minha sensação de que podia ser melhor, mas a marca foi muito boa. Ela está entre as Top 10 do mundo e isso mostra que estou no alto nível", explicou Brandonn Almeida.

 

Manuella Lyrio, do Pinheiros-SP, segue como o principal nome feminino dos 200 metros livre. Na final desta sexta-feira, ela fez 1min57s34 e se aproximou bastante do próprio recorde brasileiro e sul-americano feito ano passado (1min57s28). Entre os homens, Luiz Atamir Melo, também do Pinheiros, foi o vencedor com 1min48s16. "Foi o melhor que eu consegui fazer hoje (sexta). Fiquei bem satisfeita, bem feliz", disse Manuella.

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