Stefan Wermuth/Reuters
Stefan Wermuth/Reuters

No tênis masculino, clima de Wimbledon é de final de Copa

Diante de Federer, Murray tentará quebrar um tabu de 70 anos e levar o título em Wimbledon

Jamil Chade - Enviado especial, O Estado de S.Paulo

05 Agosto 2012 | 03h07

Num ambiente de final de Copa do Mundo e com a família real na torcida, o britânico Andy Murray tentará quebrar um tabu de 70 anos e levar o título do tênis em Wimbledon. Não se trata de um Grand Slam, mas ganhar a medalha de ouro na tradicional grama já está sendo considerado pelos britânicos como um dos momentos de auge dos Jogos de Londres. A partida também será uma revanche. Há um mês, o suíço Roger Federer bateu Murray na mesma quadra central para levar seu sétimo título no torneio inglês.

Murray acredita que chegou sua vez, principalmente depois de ter batido nas semifinais o sérvio Novak Djokovic. A última vitória de um britânico em Wimbledon ocorreu nos anos 30.

Murray sabe que passar por Federer é uma tarefa árdua, até porque o ouro para o suíço é uma das pouquíssimas conquistas que não obteve. "É muito raro ver Federer numa posição de tentar ganhar algo que nunca ganhou", admitiu Murray. Os números de Federer falam por si: jogou 107 finais e venceu 75.

Uma aposta de Murray é a condição física de Federer, que, na semifinal, fez a partida mais longa da história olímpica - 4h26 min - para bater o argentino Juan Martin Del Potro. Outra é a torcida. "Nunca me diverti tanto jogando aqui", disse, já prevendo um clima de final de Copa do Mundo no elegante All England Club.

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