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Daniel Zappe/MPIX/CPB

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Open marca volta de Daniel Dias às piscinas após Paralimpíada

Maior medalhista da natação paralímpica busca índice para Mundial do México

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Nathalia Garcia

21 Abril 2017 | 07h01

O Open de Atletismo e Natação começa nesta sexta-feira, no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, e terá até domingo 316 atletas em ação – 181 na pista e no campo e 135 na piscina. Entre eles, 34 brasileiros que foram ao pódio nos Jogos do Rio. A disputa marca a volta de Daniel Dias, o maior medalhista da natação masculina paralímpica, às competições.

O principal objetivo do nadador nos próximos dias é garantir o índice para o Mundial na Cidade do México, em setembro. Além dos revezamentos, ele está inscrito em três provas individuais na classe S5: 50 metros costas, 50 m livre, 100 m livre. A redução no programa é uma das mudanças estabelecidas em seu planejamento para o ciclo até Tóquio, em 2020.

"Estamos aprimorando cada nado, um ciclo tem quatro anos e a gente pode fazer uma excelente preparação. Esse ano vamos focar no crawl e no costas", afirma o atleta. E o técnico Marcos Rojo explica que os outros estilos serão incorporados gradativamente. "No último ano vamos nos preparar para todas as provas para mais uma Paralimpíada", acrescenta.

Desde janeiro, a técnica de cada nado tem sido adaptada com a orientação de seu biomecânico. Na disputa mais veloz, Daniel Dias vai aumentar a frequência da braçada e encurtar a pernada. A mudança será testada pela primeira vez, e o resultado ainda é incerto. A expectativa, por outro lado, é grande e a meta a longo prazo, ambiciosa.

"Ainda estou pensando bastante para nadar. Quando eu não precisar pensar mais na técnica, vai começar a fluir e vou fazer um bom tempo. Espero quebrar a marca mundial nos 50 m livre (32s05) ou nos 100 m livre (1min08s39). O objetivo também é sair com medalha em todas as provas que nadar no Mundial", diz.

Daniel estabeleceu os recordes nos Jogos de Londres, em 2012, e quer superar novamente os seus limites. Reinventar-se depois de três paralimpíadas tem sido sua motivação. "Tem um momento em que você pensa se tem mais a evoluir e vem alguém que te mostra muitas coisas novas. Descobri que ainda dá para evoluir muito mais."

O Open também dará a chance de o astro paralímpico acompanhar de perto o desenvolvimento de alguns de seus pupilos. Quatro atletas do Instituto Daniel Dias, localizado em Bragança Paulista, entrarão nas piscinas do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro a partir desta sexta. O principal expoente é Andrey Pereira Garbe, especialista nos 100 m costas. A relação do atleta de 20 anos com o ídolo é antiga e quase fraternal. "Ele me dá muitos conselhos dentro e fora da piscina", conta.

O atleta teve meningite aos quatro meses e uma trombose causou a amputação de sua perna direita. A prótese de fibra que Andrey usa atualmente foi doada por Daniel. "Pensaria em ter um joelho desse depois que comprasse minha casa e meu carro. É muito caro." Na infância, usava prótese mais curta e andava torto. "Era muito sapeca, o pé quebrava e eu enrolava com arame", relembra. E promete retribuir o apoio com resultados na piscina.

 

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Brasileiros buscam índice para o Mundial de Atletismo Paralímpico

Terezinha Guilhermina no salto em distância é uma das novidades

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Nathalia Garcia

21 Abril 2017 | 07h01

Os brasileiros do atletismo não têm tempo a perder na busca do índice para o Mundial de Londres, em julho. Com um novo critério de convocação, o Open é um passo importante para quem vai atrás desse sonho. Em junho, na etapa nacional do Circuito Loterias Caixa de Atletismo e Natação, será a última chance de garantir a classificação.

"O critério de convocação era baseado no ranking mundial. Hoje temos o índice A e o índice B. O índice A é a média dos três primeiros colocados do ranking mundial do ano passado. O índice B é o resultado do terceiro colocado do ranking. O atleta convocado já está muito próximo de uma medalha”, explica o treinador chefe Amaury Veríssimo. São 25 vagas na equipe brasileira, mas todos os atletas que alcançarem o índice A terão o passaporte garantido.

A principal novidade na competição é a estreia de Terezinha Guilhermina no salto em distância. "No início foi um pouco lúdico. Quando decidi que queria ir ao Mundial, ficou mais sério e comecei a treinar com mais afinco e exigindo mais perfeição nos movimentos”, conta. A atleta da classe T11 é especialista nos 100 metros e nos 400 metros e teve um desempenho abaixo do esperado nos Jogos Paralímpicos do Rio. 

Recordista mundial dos 100m e 200m T47 (amputados de braço), Petrúcio Ferreira é um dos destaques no Open. A atenção também se volta para Yohansson Nascimento, Felipe Gomes, Lorena Spoladore e Alessandro Silva na competição em São Paulo.

PROGRAMAÇÃO:

SEXTA-FEIRA

Atletismo: 9h às 11h e 16h às 18h

Natação: 15h30 às 17h40

SÁBADO

Atletismo: 9h às 11h e 16h às 18h

Natação: 9h às 12h e 15h30 às 18h45

DOMINGO

Atletismo: 9h às 11h

Natação: 9h às 12h30  

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